Daniel Ortega declara fim das eleições na Nicarágua
Daniel Ortega declarou o fim das eleições na Nicarágua, descartando a possibilidade de novos pleitos. O anúncio ocorreu durante comemoração da Revolução Sandinista, em Manágua.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou o fim das eleições no país, descartando a possibilidade de realizar novos pleitos. A afirmação foi feita durante um ato em Manágua, em comemoração ao 47º aniversário da Revolução Sandinista. Ortega, que governa a Nicarágua desde 2007, anunciou o fim da alternância de poder com o objetivo de impedir a oposição de chegar ao governo.
Fim da alternância de poder
Ortega declarou que “aqui não haverá mais eleições”, encerrando a possibilidade de mudança de governo via urnas. A medida visa bloquear o acesso da oposição ao poder. Opositores denunciam fraudes eleitorais e a falta de algo há anos, mas a fonte não detalhou o que seria esse “algo”.
Oposição no exílio
Ortega afirmou que os opositores estão “à espreita”, sendo que a maioria vive no exílio. A declaração ocorre em meio a críticas internacionais e sanções dos Estados Unidos contra o regime nicaraguense.
Críticas ao coletivo Nicaragua Nunca Más
O coletivo Nicaragua Nunca Más denunciou que o governo retirou da sociedade civil todos os seus direitos. A organização afirmou que “não existe Estado de Direito” na Nicarágua. Além disso, declarou que as palavras de Ortega “enterram a possibilidade de eleições em 2027”.
Ataques aos Estados Unidos
Ortega atacou Washington por causa da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. Ele acusou as “feras diabólicas” de querer “dominar os povos para roubar suas riquezas”. Citou como exemplo a operação militar americana em Caracas, criticando os EUA por invadirem o Palácio Presidencial, matarem seguranças e levarem Maduro para uma prisão nos EUA.
Isolamento internacional
Ortega afirmou que políticos “a serviço das potências” pedem que países estrangeiros façam o mesmo com Cuba. Declarou que há cubanos no exílio que pedem aos EUA que invadam Cuba e prendam Raúl Castro. Manágua ficou ainda mais isolada após a intervenção americana na Venezuela e a campanha de pressão contra Cuba. O governo dos EUA anuncia periodicamente novas sanções contra autoridades próximas ao casal presidencial e familiares diretos.
A declaração de Ortega aprofunda a crise política na Nicarágua, com repercussões internacionais e isolamento crescente do regime.























