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Decreto institui programa de apoio a servidores com transtornos por álcool e drogas

Outro ponto destacado no decreto é que a participação no programa não poderá ser utilizada como base para punições ou processos disciplinares

Decreto institui programa de apoio a servidores com transtornos por álcool e drogas
Arquivo BnT
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A Prefeitura de Ponta Grossa instituiu o Programa Vida Nova, voltado ao tratamento e acompanhamento de empregados públicos municipais com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 26.410/2026, assinado no dia 24 de março.

O programa será aplicado no âmbito da administração pública direta e indireta do município e tem caráter preventivo e terapêutico, não sendo considerado medida disciplinar. A proposta é oferecer suporte ao servidor, respeitando princípios como dignidade da pessoa humana, voluntariedade, sigilo e não discriminação.

A coordenação do Programa Vida Nova será feita de forma conjunta pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos, por meio do Departamento de Atendimento ao Servidor, e pela Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD).

Entre os principais objetivos estão a recuperação da saúde do empregado público, a manutenção do vínculo de trabalho — quando possível — e a compatibilização do tratamento com a prestação dos serviços públicos.

A adesão ao programa será voluntária e dependerá de manifestação expressa do servidor. O ingresso pode ser solicitado a qualquer momento, com encaminhamento para avaliação clínica no CAPS-AD, onde será definido um plano terapêutico individual.

O decreto também prevê medidas como afastamento temporário, adequação de jornada ou mudança de função, sem prejuízo salarial, sempre com base em avaliação técnica. Nos casos em que o afastamento ultrapasse 30 dias, o servidor poderá ser encaminhado para avaliação da Medicina do Trabalho e, se necessário, para procedimentos junto ao INSS.

As informações clínicas dos participantes serão mantidas em sigilo, sendo compartilhadas com a administração apenas dados essenciais para a gestão funcional, como frequência e necessidade de afastamento.

Outro ponto destacado no decreto é que a participação no programa não poderá ser utilizada como base para punições ou processos disciplinares. A ausência de recuperação, por si só, não implicará em demissão ou aposentadoria, sendo necessária avaliação multiprofissional.

O tempo de permanência no Programa Vida Nova será definido conforme avaliação clínica, com período de referência de até um ano, podendo ser prorrogado conforme necessidade.

Além disso, a Prefeitura prevê ações de orientação a gestores e chefias, com foco na prevenção de práticas discriminatórias e no fortalecimento de um ambiente de trabalho mais acolhedor.

O decreto já está em vigor e revoga a norma anterior que tratava do tema no município.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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