A defesa de Rafael Nicoluzzi, médico acusado de matar a própria mãe em Ponta Grossa, sustenta que o réu não possui condições mentais de responder pelo crime e deveria estar internado em uma unidade adequada para tratamento psiquiátrico.
Segundo o advogado Yuri Kozan, o acusado nunca teve condições de apresentar sua versão dos fatos. “Até hoje ele não conseguiu sequer prestar um relato. Existe um laudo que atesta a total inimputabilidade dele”, afirmou.
De acordo com a defesa, o exame de sanidade mental aponta que Rafael é portador de transtornos psiquiátricos graves, sendo incapaz de compreender o caráter ilícito de suas ações no momento do crime.
O advogado também criticou a manutenção do acusado em unidade prisional comum. “Desde a prisão, não foi providenciada a internação em hospital de custódia. Ele permanece em estado delirante, sem condições psíquicas de entender sequer o que está acontecendo”, declarou.
Ainda conforme a defesa, a prioridade deveria ser o tratamento médico. “A legislação prevê que pessoas inimputáveis sejam submetidas a medida de segurança, com acompanhamento psiquiátrico adequado, e não mantidas em cárcere comum”, pontuou.
Sobre a investigação, o advogado afirmou que o inquérito ainda é inicial e que a condição mental do acusado dificulta o esclarecimento dos fatos. “Agora, na audiência, testemunhas como familiares e vizinhos devem ser ouvidas para ajudar a compreender o que realmente aconteceu”, disse.
A defesa também rebate a possibilidade de motivação financeira para o crime. “Isso não se sustenta diante do quadro clínico. Ele não tinha condições de planejar uma ação dessa natureza”, afirmou.
Por fim, o advogado destacou que o caso é grave e requer atenção à condição de saúde do acusado. “O que se busca agora é que ele receba o tratamento adequado, conforme determina a lei, em um hospital de custódia”, concluiu.


















