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Defesa explica decisão que absolveu mulher acusada de homicídio em Ponta Grossa

Mulher absolvida pelo júri em Ponta Grossa teve a decisão explicada pela defesa, que afirma que provas periciais afastaram a autoria do crime.

Defesa explica decisão que absolveu mulher acusada de homicídio em Ponta Grossa
Foto: Reprodução
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A mulher absolvida pelo júri em Ponta Grossa nesta quinta-feira (15), após responder por homicídio triplamente qualificado, teve a decisão comentada pelos advogados de defesa Renato Tauille e Helian Kosloski dos Santos. Segundo os defensores, provas técnicas e periciais apresentadas durante o processo foram fundamentais para sustentar a tese de que a acusada não seria a autora do crime.

Logo após o encerramento do julgamento, os advogados divulgaram um vídeo comentando o resultado. Renato Tauille destacou que a decisão encerrou aproximadamente um ano e meio de processo criminal e afirmou que as teses apresentadas pela defesa foram acolhidas pelo Conselho de Sentença.

“Após um ano e meio de um extenuante processo criminal, o Tribunal do Júri da comarca de Ponta Grossa, atendendo às teses apresentadas pela defesa, absolveu a acusada de uma acusação de homicídio triplamente qualificado”, declarou.

Helian Kosloski dos Santos também ressaltou a análise das provas apresentadas durante o julgamento. Segundo o advogado, a defesa sustentou que elementos técnicos e periciais afastavam a possibilidade de a mulher ser responsável pela ação criminosa.

“O Conselho de Sentença, composto por quatro homens e três mulheres, não reconheceu apenas que não existiam provas contra ela, mas que existiam provas técnicas, provas cabais e provas periciais de que ela não poderia ser a autora da ação”, afirmou o defensor.

A declaração representa a interpretação apresentada pela defesa após o julgamento. Ao final da sessão, os jurados votaram pela absolvição da acusada.

Mulher respondia por homicídio triplamente qualificado

O processo estava relacionado à morte de Jackson Luis Ferreira de Quadros, ocorrida em 25 de maio de 2025, na Rua Theófilo Cunha, na Vila Coronel Cláudio, em Ponta Grossa.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), a vítima foi abordada em via pública e atingida com golpes de faca. Jackson morreu em decorrência de hemorragia aguda.

O laudo utilizado no processo apontou pelo menos 17 lesões perfuroincisas no corpo da vítima. A quantidade e as características dos ferimentos foram utilizadas pela acusação para sustentar, entre outros pontos, a qualificadora de meio cruel.

A mulher respondia por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O processo também envolvia acusação relacionada à participação de um adolescente de 17 anos no crime.

Justiça havia determinado julgamento pelo Tribunal do Júri

Antes do julgamento desta quinta-feira, a Justiça havia considerado que existiam elementos suficientes para que a acusada fosse submetida ao Tribunal do Júri.

Na decisão de pronúncia, foram mencionados elementos como imagens de câmeras de segurança, depoimentos, roupas semelhantes às registradas nas imagens do crime e materiais encontrados posteriormente no imóvel onde a mulher foi localizada.

O processo também reuniu laudos periciais, fotografias, boletins de ocorrência, exames e o laudo de necropsia da vítima.

A defesa, por outro lado, contestava a interpretação e a força desses elementos e já havia defendido anteriormente que a mulher não deveria ser submetida ao julgamento popular.

Jurados decidiram pela absolvição em Ponta Grossa

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentaram suas versões e provas ao Conselho de Sentença. Ao final da sessão, os jurados decidiram pela absolvição.

De acordo com os advogados Renato Tauille e Helian Kosloski dos Santos, a decisão deve resultar também na colocação da mulher em liberdade.

Ela estava presa desde o dia seguinte à morte de Jackson. A prisão inicialmente realizada em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva e havia sido mantida quando a Justiça determinou, em setembro de 2025, que o caso fosse levado ao Tribunal do Júri.

Com a decisão desta quinta-feira, a acusada foi absolvida pelo Conselho de Sentença após aproximadamente um ano e meio de tramitação do processo criminal.

 

Leia também: Mulher acusada de matar jovem com 17 facadas é absolvida pelo júri em Ponta Grossa

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Fabiano Blageski
Autoria
Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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