Delegado já desvendou caso com DNA retirado em tampinha de garrafa
“Assim como a gente vê no CSI, tem também essa parte da prova técnica. A diferença, que eu sempre gosto de comentar, é que não é naquela velocidade”.

Durante entrevista ao programa Plantão 192 BnT, nesta quarta-feira (21), o Dr. Luis Gustavo Timissio, delegado do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial, destacou como a utilização de provas técnicas tem sido fundamental para a elucidação de crimes. Segundo ele, a atuação da polícia tem se tornado cada vez mais dependente de recursos científicos, como balística, coleta de digitais e análise de DNA.
— A polícia, cada vez mais, tem se exigido uma prova mais técnica, principalmente para a condenação de pessoas. E é isso que a gente busca: buscar provas técnicas, com balística, coleta de digitais, coleta de DNA. Isso tudo existe. São várias técnicas de investigação que são empregadas, em especial pela Polícia Científica, mas também pela Perícia Papiloscópica, que é um órgão integrante do Instituto de Identificação, que faz parte da Polícia Civil — explicou o delegado.
Provas técnicas ganham protagonismo nas investigações
O delegado destacou que as investigações são multifacetadas e não se baseiam apenas em testemunhos, mas também em provas materiais.
— Assim como a gente vê no CSI, tem também essa parte da prova técnica. A diferença, que eu sempre gosto de comentar, é que não é naquela velocidade. Não se pega um fio de cabelo e, 20 minutos depois, você tem o DNA. Não. Mas, às vezes, alguns meses depois ou semanas depois, você já consegue um resultado positivo, e consegue o resultado daquela perícia, que muitas vezes acaba auxiliando na condenação — ressaltou.
Caso solucionado com DNA de tampinha
Durante a entrevista, Dr. Luis Gustavo Timissio relembrou um caso marcante solucionado graças à perícia.
— Teve um caso, por exemplo, quando eu ainda era delegado em Bituva. Ocorreu o homicídio de uma psicóloga, Leonice Michele Kubelny, que foi assassinada pelo então marido, que se suicidou. E tinha um outro indivíduo que estava envolvido nesse caso. Nós comprovamos que ele estava no local com base em DNA que foi retirado de uma tampinha de garrafa. Então, são coisas que a gente vê nos filmes, mas que também, na investigação, funcionam — relatou.
Tecnologia a favor da justiça
O delegado destacou ainda que as técnicas de investigação estão em constante evolução, o que traz mais segurança jurídica ao processo.
— São técnicas de investigação que cada vez mais vêm se desenvolvendo e possibilitando que nós consigamos entregar provas mais técnicas para o Judiciário. Isso acaba dando mais segurança para o juiz condenar, para os jurados condenarem, o que é sempre o nosso principal objetivo — finalizou Dr. Luis Gustavo Timissio.
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