Dilema, por Renata Régis Florisbelo
Louças lavadas todos os dias. Tão poucas que não cogito a possibilidade de uma máquina. Detergente e esponja na mão e a corriqueira esfregação. Na mente a lembrança dos tempos nos quais tudo era escasso, difícil e caro. As coisas eram utilizadas em seu máximo, frequentemente e ultrapassavam este limite e seguiam rumo à efetividade […]

Louças lavadas todos os dias. Tão poucas que não cogito a possibilidade de uma máquina. Detergente e esponja na mão e a corriqueira esfregação. Na mente a lembrança dos tempos nos quais tudo era escasso, difícil e caro. As coisas eram utilizadas em seu máximo, frequentemente e ultrapassavam este limite e seguiam rumo à efetividade comprometida pelo desgaste excessivo. E a esponja a figurar no rol das coisas mais implacavelmente utilizadas.
Era comum pedaços de sua carne esponjosa se esfarelarem junto às louças. Por vezes nem o enxague lhes arrancava da pele dos copos, talheres e pratos. Hoje compro com fartura quantas muitas esponjas quiser utilizar.
E aquelas esponjas surradas ficaram em minhas lembranças. E quando alcanço uma esponja nova eis o dilema: quanto mais nova mais rígida e desconfortável, pouco flexível e ruim para o uso. Aquelas super surradas não ofereciam resistência alguma…
Autoria: Renata Regis Florisbelo
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