O avanço de casos de sarampo no Brasil em 2026 acendeu um alerta entre médicos e autoridades de saúde, que temem a reintrodução da doença após anos de controle no país. O cenário reacende preocupações sobre a cobertura vacinal e o risco de novas ondas de transmissão.
Dados recentes mostram que, em 2025, foram registrados 38 casos de sarampo no Brasil, todos considerados importados. Já em 2026, dois novos registros foram confirmados, incluindo o de uma mulher de 22 anos, no Rio de Janeiro, sem histórico de vacinação, e o de um bebê em São Paulo, que havia viajado recentemente para La Paz, região que enfrenta surto ativo da doença.
Apesar de uma leve recuperação nos índices de imunização após o período crítico da pandemia de COVID-19, o Brasil ainda não alcançou a meta de 95% de cobertura vacinal com as duas doses da vacina tríplice viral — principal forma de proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Esse índice é considerado essencial para impedir a circulação do vírus.
Especialistas alertam que o cenário atual mantém o país vulnerável, principalmente devido à circulação do vírus em outros países das Américas. A situação não é inédita: em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação do sarampo após registrar transmissão sustentada, resultado da queda na vacinação e da entrada de pessoas não imunizadas.
O Ministério da Saúde informou que, apesar dos registros recentes, o Brasil segue sem circulação endêmica da doença. Mesmo assim, medidas emergenciais foram adotadas, como vacinação de bloqueio, rastreamento de contatos e monitoramento das áreas afetadas.
O sarampo é considerado uma doença altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam vacinadas.
Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo e coceira, podendo evoluir para quadros graves, especialmente em crianças. Outro fator preocupante é que a transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas, o que dificulta o controle da doença sem uma alta cobertura vacinal.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção. A recomendação é que crianças e adultos mantenham o calendário vacinal atualizado para evitar o avanço do sarampo no Brasil em 2026 e nos próximos anos.
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