Durigan chama ajuste fiscal de Flávio de ilusão barata
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu a proposta do senador Flávio Bolsonaro de reduzir mais de R$ 200 bilhões em despesas públicas, classificando-a como ‘ilusão barata e vazia’. Durigan alertou que o corte comprometeria políticas sociais e serviços públicos, além de citar riscos ambientais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, contestou publicamente a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) de reduzir em mais de R$ 200 bilhões as despesas públicas. Em entrevista à CNN Brasil, Durigan classificou o ajuste fiscal prometido pelo parlamentar como “ilusão barata e vazia, que o mercado está comprando”. A declaração foi dada nesta semana e reacendeu o debate sobre responsabilidade fiscal e gastos sociais.
Segundo o ministro, Flávio não apresentou detalhes sobre como pretende executar o corte. A ausência de um plano concreto, afirmou Durigan, poderia comprometer políticas sociais e serviços públicos essenciais. A crítica ocorre em um momento de forte pressão do mercado por equilíbrio nas contas do governo.
Proposta sem detalhes preocupa Executivo
Durigan destacou que retirar esse montante do Orçamento significaria cortar praticamente todas as despesas discricionárias do Executivo. Essas despesas incluem gastos com manutenção de serviços e investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura. O ministro reforçou que a medida inviabilizaria o funcionamento da máquina pública.
Para ilustrar os riscos, citou a possibilidade de interrupção de ações ambientais. “Tirar R$ 200 bilhões, que é toda a despesa discricionária que o Executivo tem, é voltar a ter desmatamento”, declarou. A fala conecta o ajuste fiscal a um retrocesso na agenda de proteção ambiental, tema sensível para a opinião pública.
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Gestão anterior sob críticas
O ministro também criticou a gestão fiscal do governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, naquele período não houve uma correção consistente das contas públicas. Durigan apontou que o risco-país e o endividamento pioraram durante a administração anterior, sem apresentar números específicos.
Na avaliação do ministro, o aumento da dívida pública nos últimos anos está relacionado sobretudo ao peso dos juros, e não ao resultado primário das contas do governo. A afirmação busca deslocar o foco do debate fiscal para a política monetária, que mantém a taxa Selic em patamar elevado.
Medidas atuais de contenção
Durigan citou medidas de contenção de despesas adotadas pela atual gestão. Entre elas, o bloqueio de R$ 20 bilhões no Orçamento em 2025 e o congelamento de R$ 16 bilhões em 2026. Também mencionou a revisão de benefícios tributários como parte do esforço para equilibrar as contas.
Essas ações, segundo o ministro, mostram compromisso com a responsabilidade fiscal sem inviabilizar serviços essenciais. A equipe econômica defende um ajuste gradual, baseado em revisão de gastos e aumento de receitas, em vez de cortes lineares de grande magnitude.
Impacto para o cidadão
A discussão sobre o tamanho do ajuste fiscal afeta diretamente a vida da população. Cortes profundos em despesas discricionárias podem paralisar programas de saúde, educação, segurança e assistência social. Por outro lado, a ausência de ajuste pode elevar a dívida e pressionar a inflação.
Especialistas ouvidos pela reportagem não se manifestaram sobre a viabilidade da proposta de Flávio. A fonte não detalhou quais políticas sociais seriam mais afetadas. O debate deve continuar no Congresso, onde o senador pode apresentar emendas ou projetos complementares.
Próximos passos
O Ministério da Fazenda deve divulgar nos próximos dias relatórios de avaliação de receitas e despesas. O Congresso Nacional retoma as discussões sobre o Orçamento de 2026 após o recesso parlamentar. A expectativa é de que a proposta de Flávio Bolsonaro seja debatida nas comissões temáticas.
O portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos dessa disputa fiscal e seus impactos para o Paraná e o Brasil. Acompanhe nossas atualizações diárias para não perder nenhum detalhe.
Fonte
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