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Política

Educação: projeto inclui noções de Defesa Civil no ensino fundamental e médio em 2026

O PL 2.870/2023, de autoria do senador Wilder Morais (PL-GO), propõe que escolas formem estudantes capazes de reconhecer riscos e agir preventivamente diante de situações de emergência

Educação: projeto inclui noções de Defesa Civil no ensino fundamental e médio em 2026
Agência Senado
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A Comissão de Educação (CE) do Senado Federal deve iniciar 2026 com uma pauta robusta de projetos prontos para votação. Entre as 30 proposições já aptas para análise está o projeto de lei que torna noções de defesa civil um conteúdo obrigatório no ensino fundamental e no ensino médio. A decisão sobre a ordem de votação caberá à presidente do colegiado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), após a retomada dos trabalhos em fevereiro.

O PL 2.870/2023, de autoria do senador Wilder Morais (PL-GO), propõe que escolas formem estudantes capazes de reconhecer riscos e agir preventivamente diante de situações de emergência. Segundo o parlamentar, jovens bem preparados podem atuar como agentes multiplicadores de conhecimento dentro das comunidades.

O relator do projeto, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), é favorável à iniciativa. Ele cita como exemplo as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, que evidenciaram a necessidade de população mais instruída sobre medidas de autoproteção. Pontes lembra ainda que a defesa civil já integrou a grade obrigatória da LDB entre 2012 e 2016.

Wilder enfatiza que compreender mensagens e alertas da defesa civil é essencial para proteger vidas. Ele destaca que vários estados já desenvolvem ações educativas, como o projeto Defesa Civil nas Escolas, em Senador Canedo (GO), que trabalha com simulações e orientações práticas para crianças e adolescentes.


Bônus para estudantes do próprio estado

Outro projeto pronto para votação é o PL 490/2020, de autoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que determina às universidades federais a adoção de mecanismos de bônus na pontuação de estudantes residentes no mesmo estado da instituição. O objetivo é aumentar as chances de ingresso desses candidatos nos cursos de graduação.

O senador argumenta que estudantes com maior poder aquisitivo acabam ocupando vagas em vários estados, prejudicando os candidatos locais que não podem se mudar para longe. Mesmo com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cursos concorridos seguem ocupados majoritariamente por alunos de outras regiões, segundo o autor.

O relator Esperidião Amin (PP-SC) defende que o bônus pode ajudar a combater a chamada fuga de cérebros, contribuindo para que profissionais permaneçam e atuem em seus estados de origem, fortalecendo o desenvolvimento regional. Ele reconhece que decisões judiciais anteriores questionaram esse tipo de prática, mas afirma que isso não impede o Parlamento de legislar sobre o tema.


Validação de diplomas irregulares

Também está na lista o PL 2.992/2019, do senador Eduardo Gomes (PL-TO), que permite a validação de diplomas emitidos irregularmente por instituições não credenciadas ou cursos sem autorização do Ministério da Educação (MEC). A proposta é voltada aos milhares de estudantes prejudicados pelos chamados “golpes do diploma”, especialmente no ensino à distância.

O relator Carlos Portinho (PL-RJ) apresentou substitutivo que mantém a essência da proposta, prevendo que a validação leve em conta critérios acadêmicos, como carga horária, titulação dos docentes e diretrizes curriculares. O processo poderá envolver provas, exames ou avaliações específicas. A regularização, porém, não impede a responsabilização das instituições que atuaram irregularmente.


Novo Plano Nacional de Educação será prioridade

Além dos projetos já prontos, a Comissão de Educação se prepara para discutir o novo Plano Nacional de Educação (PNE). O PL 2.614/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro, chegou ao Senado no fim de 2025 e ainda aguarda definição sobre o caminho de análise nas comissões.

A senadora Teresa Leitão afirmou que o texto será a primeira grande pauta do colegiado em 2026. O PNE atual perdeu vigência no fim do ano passado, tornando urgente a aprovação de um novo plano, que estabelecerá metas, diretrizes e estratégias para os próximos dez anos da educação brasileira.

Segundo Teresa, o tema já é consenso entre parlamentares e autoridades da área, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Educação, Camilo Santana. (As informações são da Agência Senado)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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