Efapi 2026 corre risco e setor agro mobiliza Prefeitura de Ponta Grossa
Efapi 2026 em Ponta Grossa ainda não tem definição. Setor agro pede apoio da Prefeitura para viabilizar a realização da tradicional feira.

A Efapi 2026 em Ponta Grossa ainda não tem realização confirmada. Para buscar alternativas que mantenham viva uma das principais feiras do agronegócio dos Campos Gerais, representantes da Câmara Técnica do Agronegócio do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG) participaram, na última quinta-feira (9), de uma reunião com a prefeita Elizabeth Schmidt. O encontro ocorreu no gabinete da chefe do Executivo e teve como objetivo discutir formas de viabilizar o evento diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município.
A comitiva foi liderada pelo presidente da Câmara Técnica do Agronegócio e representante da ACIPG no CDEPG, Edilson Gorte. Também participaram representantes da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), da Sociedade Rural dos Campos Gerais, do Sindicato Rural de Ponta Grossa e do Núcleo de Criadores e Proprietários de Cavalo Crioulo Caminho das Tropas.
Pela Prefeitura, estiveram presentes o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Izaltino Cordeiro, o secretário de Finanças, Cláudio Grokoviski, e o secretário municipal de Projetos Estratégicos, Edgar Hampf.
APOIO PARA GARANTIR A FEIRA
Durante a reunião, as entidades apresentaram à prefeita um pedido de apoio institucional para que a Efapi 2026 Ponta Grossa possa ser realizada, mesmo que a organização fique sob responsabilidade de entidades representativas do setor agropecuário, como a Sociedade Rural e o Sindicato Rural.
Segundo Edilson Gorte, a Câmara Técnica foi informada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de que a Prefeitura não possui condições financeiras para promover a feira em 2026. Diante desse cenário, o grupo buscou abrir um diálogo para construir uma solução conjunta.
Conforme Gorte, a intenção não é solicitar um investimento elevado por parte do município, mas garantir parceria na estrutura, na logística e na articulação institucional para captar recursos junto à iniciativa privada e outras organizações.
PREFEITURA RECONHECE DIFICULDADES
Durante o encontro, a prefeita Elizabeth Schmidt explicou que o município enfrenta limitações orçamentárias e que o alto custo da feira inviabiliza sua realização com recursos próprios. Segundo ela, a situação financeira também afeta outras cidades paranaenses.
Elizabeth destacou que a administração municipal precisa manter o equilíbrio das contas públicas e preservar o pagamento em dia dos servidores, mas afirmou que o Executivo está disposto a colaborar com a busca de alternativas para que a feira aconteça.
Entre as possibilidades debatidas estão o apoio institucional da Prefeitura, a articulação para obtenção de recursos por meio de emendas parlamentares e a participação de instituições financeiras, empresas privadas e demais parceiros.
DIÁLOGO CONTINUA
Ao final da reunião, representantes do agronegócio e da Prefeitura reafirmaram o compromisso de manter o diálogo para buscar uma solução que viabilize a Efapi 2026 Ponta Grossa.
A proposta é unir esforços entre poder público, entidades do setor produtivo e iniciativa privada para preservar um dos eventos mais tradicionais da cidade, responsável por movimentar o agronegócio, fomentar negócios, incentivar o turismo e fortalecer a economia regional.
Embora ainda não exista uma definição oficial sobre a realização da feira, o encontro marcou o início de uma articulação conjunta para que a Efapi volte ao calendário de eventos de Ponta Grossa em 2026.
























