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Política

El Niño muito forte pode elevar risco de temporais no Paraná

NOAA aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro; aquecimento do Pacífico pode alterar chuvas e temperaturas

El Niño muito forte pode elevar risco de temporais no Paraná
Foto: arquivo BnT
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A possibilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026 chegou a 95%, segundo uma nova projeção divulgada nesta quinta-feira (13) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A intensificação do fenômeno pode aumentar a ocorrência de chuvas volumosas, temporais e períodos de calor no Sul do Brasil.

A estimativa representa um avanço em relação ao boletim anterior, divulgado em julho, quando a agência norte-americana calculava uma probabilidade de 81%. Para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, a chance de o El Niño permanecer muito intenso é de 90%.

As projeções também indicam uma probabilidade de 69% de que o episódio esteja entre os mais fortes registrados desde 1950. Apesar do cenário, a intensidade e os efeitos exatos ainda dependem da evolução das temperaturas do oceano e da resposta da atmosfera nos próximos meses.

Pacífico apresenta aquecimento acelerado

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno interfere na circulação atmosférica e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta.

Um dos principais indicadores utilizados para acompanhar sua evolução é a temperatura da região conhecida como Niño 3.4. Em julho, a anomalia registrada no local era de aproximadamente 1,2°C acima da média. Na atualização de agosto, o índice chegou a 1,8°C.

Esse avanço demonstra que o aquecimento do Pacífico ganhou força em um intervalo de aproximadamente um mês. Para que o El Niño se consolide em intensidade muito forte, entretanto, é necessário que o oceano e a atmosfera passem a atuar de maneira conjunta e persistente.

Sul pode ter mais chuva

Historicamente, episódios de El Niño favorecem o aumento das chuvas na Região Sul. Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, podem crescer os riscos de tempestades, enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos.

No Paraná, incluindo Ponta Grossa e os municípios dos Campos Gerais, o cenário exige acompanhamento constante dos boletins meteorológicos e dos alertas emitidos pelos órgãos oficiais. A projeção não significa que temporais ocorrerão continuamente em todas as cidades, mas aponta condições mais favoráveis a episódios de chuva intensa durante a primavera e o verão.

Em outras regiões brasileiras, os efeitos costumam ser diferentes. O Norte e parte do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações e agravamento de períodos de seca. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, são esperadas chuvas mais irregulares, maior frequência de calor e alterações na passagem das frentes frias.

Além dos efeitos sobre as cidades, um El Niño intenso pode impactar a agricultura, o abastecimento de água e energia, a infraestrutura e o planejamento da Defesa Civil. A orientação é acompanhar as atualizações dos institutos meteorológicos, uma vez que as previsões podem ser ajustadas conforme o comportamento do oceano e da atmosfera.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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