Bola Rolando: Operário não pode tropeçar agora; cada ponto vale ouro
Operário Ferroviário entra em rodada decisiva da Série B e precisa aproveitar o confronto em Ponta Grossa para seguir firme na briga pelo acesso.

O Operário Ferroviário chegou a um momento da Série B em que tropeçar dentro de casa pode custar caro. Em Ponta Grossa, o Fantasma encara uma rodada que, pela situação da tabela e pelo estágio da competição, precisa ser tratada como decisiva por uma equipe que pretende continuar brigando na parte de cima.
Já foram disputados mais da metade dos pontos da competição e restam 17 partidas, ou seja, 51 pontos em jogo. Daqui para frente, a distância entre quem sonha com o acesso e quem luta contra o rebaixamento tende a transformar cada rodada em uma verdadeira batalha.
E é justamente aí que entra o Operário.
O Fantasma aparece no grupo de cima e, na análise feita no Bola Rolando, chega para um confronto diante de uma equipe que ocupa a zona de rebaixamento. A lógica da tabela diz que o Operário precisa fazer valer o mando de campo e a melhor campanha. No futebol, porém, lógica não ganha partida.
Perder pontos agora custa muito mais
Um campeonato tão equilibrado como esta Série B não permite sequência longa de vacilos. A diferença entre várias equipes é pequena e uma vitória pode representar um salto expressivo na classificação, da mesma forma que uma derrota pode tirar rapidamente um clube das primeiras posições.
É por isso que considero que o campeonato começa, a partir de agora, a separar definitivamente quem realmente tem condições de lutar pelo acesso daqueles que apenas passaram algumas rodadas próximos da parte de cima.
Há clubes com pontuação próxima à do Operário, mas que, pelo futebol apresentado, ainda não convencem. Há outros que demonstram estrutura, capacidade de competição e regularidade suficientes para permanecer nessa disputa até as últimas rodadas.
E o Operário Ferroviário precisa decidir em qual grupo quer estar.
Não basta ter chegado entre os primeiros. Agora é necessário permanecer.
A análise apresentada no comentário aponta justamente para essa divisão da competição: os clubes da parte alta não podem desperdiçar pontos contra adversários do Z4, enquanto os times que estão na zona de rebaixamento passam a jogar cada rodada como uma oportunidade quase desesperada de sobrevivência.
O perigo está justamente no adversário pressionado
Existe uma armadilha muito clara nesse tipo de confronto.
Quando se olha apenas para a classificação, parece simples: time de cima contra time de baixo, favorito contra ameaçado pelo rebaixamento.
Mas quem está com a corda no pescoço joga diferente.
Essas equipes sabem que o campeonato está acabando. Vão disputar cada bola, acelerar cada contra-ataque e aproveitar qualquer falha do adversário. Não há mais espaço para administrar derrota pensando na rodada seguinte.
Por isso, o Operário precisa entrar preparado para um jogo duro.
E existe ainda uma preocupação com a montagem do time. No comentário desta quinta-feira, destaquei que Luizinho Lopes precisa chegar ao último trabalho antes da partida com a equipe praticamente definida e alternativas prontas para proteger especialmente o setor de meio-campo. A preocupação é impedir que o Fantasma fique vulnerável justamente em uma partida na qual deverá tomar a iniciativa.
É jogo para candidato ao acesso
Quem quer Série A precisa ganhar esse tipo de partida.
Isso não significa dizer que exista jogo vencido antes de a bola rolar. Muito pelo contrário. A Série B já provou inúmeras vezes que não respeita camisa, retrospecto ou posição na tabela.
Mas existe uma diferença entre perder uma partida difícil e desperdiçar uma oportunidade que a própria tabela oferece.
O Operário Ferroviário tem a chance de mostrar em Ponta Grossa se está apenas ocupando uma boa posição ou se realmente está preparado para sustentar uma campanha de acesso.
Nesta altura do campeonato, não basta olhar para o quarto, quinto ou sexto colocado. É necessário olhar para os pontos.Depois olhar para quem vem atrás e continuar somando. Porque daqui para frente a Série B não vai dar tempo para recuperação eterna. Quem quer subir precisa começar a jogar como time que vai subir.
Assista a análise completa:
























