Empresário é preso suspeito de mandar crime que matou Hugo Moll por engano
Polícia Civil deflagrou nova fase da investigação nesta sexta-feira (4); ataque em barbearia tinha outro homem como alvo e também deixou o barbeiro João Victor Pereira gravemente ferido

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta sexta-feira (4), uma nova fase da investigação sobre o homicídio do empresário Hugo Moll, de 39 anos, e a tentativa de homicídio contra o barbeiro João Victor Pereira, em Ponta Grossa. Nesta etapa das apurações, um empresário foi preso temporariamente sob suspeita de ser um dos mandantes do crime.
O ataque aconteceu no dia 19 de junho de 2026, em uma barbearia na região do Cará-Cará, em Ponta Grossa. Segundo a Polícia Civil, um homem usando capacete vermelho, jaqueta azul e calça escura entrou no estabelecimento armado com uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou diversos disparos.
Hugo foi atingido na cabeça e morreu ainda no local. João Victor, proprietário da barbearia, foi baleado no tórax, recebeu atendimento de emergência e permaneceu internado por mais de 20 dias. O jovem sobreviveu ao atentado e posteriormente recebeu alta hospitalar.
Hugo Moll teria sido morto por engano
O avanço das investigações trouxe uma reviravolta importante no caso. Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Hugo Gabriel Moll não era o homem que os criminosos pretendiam matar.
A apuração apontou que o verdadeiro alvo era um terceiro indivíduo investigado por envolvimento com o tráfico de drogas. Imagens analisadas pelos investigadores indicaram que esse homem deixou a barbearia cerca de dez segundos antes da chegada de Hugo.
Hugo sequer era cliente habitual do estabelecimento. Segundo informações repassadas pela família à época, ele teria parado no local casualmente para aparar a barba antes de viajar com o filho, de 12 anos. Ao chegar justamente depois da saída do homem procurado pelos criminosos, acabou sendo confundido com o alvo.
Já João Victor teria sido baleado, conforme a linha investigativa apresentada pela Polícia Civil, em uma possível tentativa dos executores de eliminar uma testemunha do crime.
Cinco suspeitos já haviam sido presos
Esta não é a primeira operação realizada dentro da investigação. No dia 28 de julho, a Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, cumpriu cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por participação no ataque.
Na ocasião, um homem de 34 anos foi apontado como responsável pela organização da ação. Outro investigado, de 24 anos, teria fornecido ponto de apoio ao grupo e o armamento utilizado. Um terceiro, de 27 anos, teria participado do monitoramento do alvo e conduzido o veículo usado na fuga.
Outros dois investigados, de 25 e 19 anos, também foram presos, mas a Polícia Civil informou naquele momento que as participações específicas deles ainda dependiam de diligências complementares.
Para chegar aos suspeitos, investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, dados do sistema Muralha Digital, informações obtidas durante as diligências e resultados de perícias. A Polícia Civil classificou a investigação como de alta complexidade.
Nova fase mira possível mandante
Com a operação realizada nesta sexta-feira, a investigação passa a avançar sobre outro ponto central do caso: quem teria ordenado o assassinato.
O empresário preso temporariamente é investigado por possível participação como um dos mandantes da execução. A prisão temporária é uma medida cautelar utilizada durante a fase investigativa e, por si só, não representa condenação.
Até o momento, a identidade do empresário não consta nas informações tornadas públicas sobre esta nova etapa. Também não foram detalhados oficialmente o possível vínculo entre o suspeito preso nesta sexta-feira, os demais investigados e o homem que seria o verdadeiro alvo do ataque.
A Polícia Civil deve apresentar novas informações conforme o avanço das diligências, incluindo elementos sobre a motivação, o planejamento do crime e a participação individual dos investigados. O BnT Online acompanha o caso e atualizará a reportagem assim que novos detalhes forem confirmados pelas autoridades.
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