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Empresário esclarece placas de propriedade particular no Rio Verde

Sinalizações visam evitar acesso indevido por área privada, segundo os responsáveis e proprietários do terreno

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Placas indicando “propriedade particular” instaladas em área próxima ao Rio Verde, em Ponta Grossa, têm chamado a atenção de moradores e visitantes. A sinalização gerou dúvidas especialmente após uma denúncia feita por uma moradora, no último feriado municipal (15), relatando ter sido abordada por um homem que solicitou a saída de sua família do local. Segundo apuração do BnT Online, o ponto em questão não se trata do Balneário Rio Verde, tradicional área de lazer da cidade, e sim de uma propriedade privada com acesso restrito, que oferece acesso ao rio.

A equipe do portal foi até o local indicado e confirmou que o trecho onde ocorreu o episódio fica fora da entrada oficial do Balneário Rio Verde, e ocorreu pela rua do cemitério do Jardim Paraíso, que leva, de fato, à uma propriedade particular. O espaço mencionado na denúncia é parte de uma área privada, não aberta ao público neste momento, e que possui acesso monitorado.

Segundo os responsáveis pela área, as placas foram instaladas para evitar a circulação não autorizada dentro da propriedade particular, especialmente em trechos sensíveis, próximos ao leito do rio. O uso do espaço, de acordo com eles, ainda não está liberado para visitação e a entrada por vias alternativas não é permitida. Há, inclusive, colaboração com órgãos públicos locais para garantir a integridade ambiental da região, embora o local não tenha sido oficialmente aberto ao turismo.

O que diz a lei?

Conforme a legislação brasileira, os rios são bens públicos da União, o que significa que o leito do rio em si não pode ser privatizado. No entanto, o acesso a esses recursos pode ser limitado caso o único caminho passe por propriedades privadas ou por áreas de preservação. Além disso, a faixa de domínio — geralmente de 15 metros a partir das margens — deve ser respeitada, o que não impede a instalação de sinalizações dentro dos limites legais de propriedades particulares.

A moradora que realizou a denúncia afirmou ter ficado constrangida com a abordagem no local, ainda que não tenha ocorrido discussão. “Me senti como se estivesse cometendo um crime”, relatou à nossa redação. Em resposta, os responsáveis pela propriedade reforçam que a orientação é sempre feita de maneira respeitosa e sem hostilidade, e que a presença de sinalização e segurança visa apenas proteger a área até que haja definição oficial sobre seu uso.

A Prefeitura de Ponta Grossa foi procurada para comentar o caso, mas até o fechamento desta matéria não havia se manifestado oficialmente. O espaço segue aberto para o posicionamento, e a matéria será atualizada quando possível.

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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