Entidades de PG defendem nova diretriz logística para traçado do novo contorno rodoviário
As discussões sobre o novo contorno rodoviário de Ponta Grossa avançaram com a apresentação de um documento técnico que propõe uma alternativa ao traçado atual desenvolvido pela concessionária CCR/PR Vias. O estudo, elaborado por entidades técnicas e denominado “Proposta Amarela”, defende que o contorno não deve ser tratado como uma obra de mobilidade urbana local, […]

As discussões sobre o novo contorno rodoviário de Ponta Grossa avançaram com a apresentação de um documento técnico que propõe uma alternativa ao traçado atual desenvolvido pela concessionária CCR/PR Vias. O estudo, elaborado por entidades técnicas e denominado “Proposta Amarela”, defende que o contorno não deve ser tratado como uma obra de mobilidade urbana local, mas como infraestrutura estratégica de integração regional e interestadual, indispensável ao corredor logístico que conecta o interior do Paraná ao Porto de Paranaguá.
Segundo o documento, Ponta Grossa aparece no processo como território de passagem, devido ao seu papel histórico de maior entroncamento rodoferroviário do Sul do Brasil. Por isso, o foco deve ser garantir eficiência ao fluxo de longa distância, evitando retenções no perímetro urbano e ampliando a segurança viária para municípios do Norte do Paraná.
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A análise técnica aponta que o traçado atual intercepta áreas consideradas sensíveis, como a principal adutora da Sanepar na PR-151, o que colocaria em risco o abastecimento hídrico. Também afeta áreas de pesquisa da Embrapa e zonas de treinamento do Exército Brasileiro, além de atingir loteamentos consolidados como Bela Vista e Alphaville. O estudo destaca ainda impactos diretos sobre empresas do Polo Industrial, como Makita, Nissin e DAF, comprometendo planos de expansão.

A “Proposta Amarela” surge como alternativa ao apresentar uma faixa de diretriz mais flexível, ajustada às características ambientais e urbanas de Ponta Grossa. Entre os critérios definidos, estão o uso da Escarpa Devoniana como limite natural de expansão, a adequação da PR-513 (Rodovia do Talco) e a redução de desapropriações em áreas como o assentamento Euzébio de Queiroz.

Do ponto de vista logístico, o novo traçado busca encurtar o tempo de deslocamento entre São Paulo e o Porto de Paranaguá, ao evitar áreas urbanas densas como o Distrito Industrial Norte. Além disso, pretende garantir fluidez no escoamento de insumos agrícolas e industriais, favorecendo municípios da Região 8 do Paraná Produtivo.

O documento reforça que a diretriz proposta depende, assim como qualquer traçado, da garantia de preservação ambiental e da proteção das nascentes locais. A alternativa é apresentada como uma solução que equilibra eficiência logística, segurança e sustentabilidade.
O documento, que deve ter sua versão final apresentada até o final de semana para os órgãos competentes, é construído pela sociedade civil organizada, com participação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e do Exército Brasileiro.
Confira o documento na íntegra aqui.
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