Escolta armada foge, mas PF apreende R$ 2 milhões sacados para “Obra Fantasma”
Seguranças armados tentaram fugir, mas foram localizados. Ação da PF e CGU barrou saque milionário justificado como pagamento de obra em outra cidade.

Uma operação de combate à lavagem de capitais resultou na apreensão de R$ 2 milhões em dinheiro vivo nesta última segunda-feira (03). A ação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), e contou com o apoio técnico e estratégico da Controladoria-Geral da União (CGU), no município de Porto Velho, capital de Rondônia.
O montante milionário foi interceptado logo após ser retirado de uma agência bancária da cidade. Segundo a corporação, a apreensão é fruto de um monitoramento prévio realizado pelo setor de inteligência da PF.
O flagrante ocorreu quando as equipes da Polícia Federal abordaram o veículo onde o suspeito transportava as bolsas com os valores em espécie recém-sacados.
Durante a ação, um detalhe chamou a atenção das autoridades: o homem que realizou o saque estava sendo escoltado por seguranças armados. Ao perceberem a aproximação e a abordagem das viaturas da Polícia Federal, os seguranças abandonaram o local e empreenderam fuga. No entanto, as equipes policiais realizaram diligências contínuas e conseguiram localizar os indivíduos em fuga pouco tempo depois.
A principal suspeita que baseou a operação envolve a justificativa declarada para a retirada de um volume tão alto de dinheiro em espécie.
De acordo com as apurações da PF e da CGU, o responsável pelo saque alegou que os R$ 2 milhões seriam destinados ao pagamento de um fornecedor de materiais para uma obra pública. O alerta vermelho soou porque a suposta obra estaria localizada em um município diferente, tornando a retirada dos recursos em Porto Velho uma movimentação financeira incompatível e altamente suspeita, característica de esquemas de ocultação de patrimônio.
Os indivíduos interceptados foram conduzidos para prestar esclarecimentos formais. De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder criminalmente por lavagem de capitais, além de outros crimes financeiros ou contra a administração pública que venham a ser descobertos com o avanço das investigações.
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