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EUA não se envolveram na saída de Flávio Bolsonaro, diz Rubio

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo americano ‘não se envolveu diretamente’ na vinda de Flávio Bolsonaro ao país. A declaração ocorre após reportagens apontarem auxílio de pessoas ligadas a Trump na fuga do ex-presidente. Rubio também confirmou reunião com o chanceler brasileiro no G7.

EUA não se envolveram na saída de Flávio Bolsonaro, diz Rubio
Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA — Foto: AFP via Getty Images (BBC)
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo norte-americano ‘não se envolveu diretamente’ na vinda de Flávio Bolsonaro (PL) ao país. A declaração foi dada após o ex-presidente deixar o Brasil rumo aos EUA, depois de ser derrotado nas eleições presidenciais e ter o passaporte incluído em um pedido de apreensão feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A fala de Rubio ocorre em meio a reportagens da imprensa americana que apontam a participação de pessoas ligadas ao governo de Donald Trump na logística da viagem. O jornal ‘Wall Street Journal’ publicou, na quarta-feira (28), que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, ajudou a conseguir o avião particular que transportou Flávio e a família na madrugada.

Segundo o jornal, Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente argentino Javier Milei, também fez parte do plano. Apesar dessas informações, Rubio negou envolvimento direto do governo americano na operação. A fonte não detalhou se houve alguma investigação interna sobre o caso.

Negativa de Rubio e contexto da viagem

Durante a declaração, o secretário de Estado reforçou que a administração Trump não participou diretamente da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Ele não comentou, porém, as reportagens que citam a atuação de Jason Miller, que voltou a integrar a equipe da Casa Branca em setembro, de maneira temporária.

Miller já tinha atuado como um dos principais assessores de Trump durante o primeiro mandato e as duas campanhas presidenciais. Ele chegou a visitar o Brasil em 2021 e se encontrou com o então presidente Jair Bolsonaro e o então deputado Eduardo. A fonte não detalhou se houve novos contatos entre Miller e a família Bolsonaro após a derrota eleitoral.

Flávio deixou o Brasil após a derrota nas urnas e a inclusão de seu passaporte no pedido de apreensão feito por Alexandre de Moraes. A decisão do ministro do STF ocorreu no contexto de investigações em curso, mas a fonte não detalhou os motivos específicos do pedido. A viagem foi realizada em um avião particular, conforme apontou o ‘Wall Street Journal’.

Trump autorizaria entrada, diz Rubio

Além de negar o envolvimento direto, Marco Rubio deixou claro que Donald Trump autorizaria a entrada de Flávio nos Estados Unidos, caso fosse necessário. A declaração sugere que o ex-presidente brasileiro não enfrentaria obstáculos migratórios por parte do governo americano, apesar do pedido de apreensão do passaporte no Brasil.

A fala de Rubio não detalhou se já houve um pedido formal de asilo ou visto por parte de Flávio Bolsonaro. A fonte também não informou o status migratório atual do ex-presidente nos EUA. A menção à autorização de Trump indica, porém, uma disposição política em recebê-lo, ainda que o governo negue participação na logística da viagem.

Esse posicionamento pode gerar atritos diplomáticos com o governo brasileiro, que investiga as circunstâncias da saída de Flávio. A fonte não detalhou se o Itamaraty já se manifestou oficialmente sobre as declarações de Rubio ou sobre as reportagens da imprensa americana.

Encontro com Mauro Vieira no G7

Por fim, Rubio confirmou que deve se encontrar com o ministro de relações exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante o fórum do G7, na França. O encontro bilateral ocorre em um momento delicado, marcado pelas investigações sobre a viagem de Flávio Bolsonaro e pelas negativas do governo americano.

A reunião pode servir para discutir o caso diretamente entre as diplomacias dos dois países. A fonte não detalhou a data exata do encontro nem os temas oficiais da pauta, mas a confirmação de Rubio indica que o assunto Flávio Bolsonaro poderá ser abordado. O G7 reúne as principais economias do mundo e costuma ser palco de conversas bilaterais paralelas.

O chanceler brasileiro ainda não se pronunciou publicamente sobre as declarações de Rubio. A expectativa é que o encontro sirva para esclarecer a posição de cada governo sobre a presença de Flávio nos EUA e as reportagens que citam auxílio de pessoas próximas a Trump.

Repercussão e próximos passos

As declarações de Marco Rubio repercutem no Brasil em um cenário de incerteza sobre o futuro jurídico de Flávio Bolsonaro. O pedido de apreensão do passaporte feito por Alexandre de Moraes indica que o ex-presidente pode enfrentar restrições caso retorne ao país. A fonte não detalhou se há outros pedidos judiciais relacionados à viagem.

Enquanto isso, a imprensa americana segue investigando o papel de Jason Miller e Santiago Caputo na operação. O ‘Wall Street Journal’ foi o primeiro a publicar a informação, mas outros veículos podem trazer novos detalhes nos próximos dias. A fonte não confirmou se há investigações em andamento nos EUA sobre o caso.

Para o leitor, o episódio levanta questões sobre a relação entre os governos brasileiro e americano, especialmente em um momento de transição política no Brasil. A confirmação do encontro entre Rubio e Mauro Vieira no G7 será um termômetro para medir o impacto diplomático do caso. Acompanhe as atualizações no portal Boca no Trombone.

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