Flávio Bolsonaro sugere disputar Presidência antes de 2030
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, em transmissão ao vivo, que poderá disputar novamente a Presidência da República antes de 2030. A fala ocorre após sua derrota para Lula e em meio a investigações da PF.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta sexta-feira (30/10), que poderá disputar novamente a Presidência da República antes de 2030. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo no Instagram, diretamente dos Estados Unidos. Cabe lembrar que as eleições gerais no Brasil são disputadas de quatro em quatro anos, e o país só elegerá um novo presidente justamente em 2030.
Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições em 25/10, o parlamentar fez a declaração durante a live. Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27/10), cruzou a fronteira com a Argentina por Foz do Iguaçu (PR) e embarcou em um jato particular rumo a Miami, nos Estados Unidos, onde chegou na quarta-feira (28/10).
Declaração em live nos Estados Unidos
“Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui. Pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo”, afirmou o senador. A afirmação ocorreu durante transmissão ao vivo nas redes sociais.
Na sequência, o senador ressaltou que não se referia necessariamente à próxima eleição presidencial regular. “Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso. Então, gente, vamos continuar unidos, fazendo a nossa parte”, acrescentou.
Vídeo: @Metropoles via X/Twitter
Estratégia de cassação da chapa vencedora
A declaração ocorre em meio à estratégia anunciada pelo próprio Flávio de buscar a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Uma eventual decisão nesse sentido poderia levar à realização de uma nova eleição presidencial antes do calendário regular.
Flávio perdeu o segundo turno da eleição presidencial para Lula, que foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL. A diferença entre os dois foi de 4,4 milhões de votos.
Investigações e viagem ao exterior
A viagem ocorreu apesar de uma ordem de Alexandre de Moraes (STF) que determinava a entrega dos passaportes e o proibia de deixar o país. A PF investiga o descumprimento da medida e apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador, o advogado Willer Tomaz e negócios ligados a plataformas de apostas.
O parlamentar também é investigado pelo financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Democratas cobram explicações do governo Trump por fuga de Flávio Bolsonaro.
Questionamento do resultado eleitoral
Apesar do resultado confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador voltou a questionar a legitimidade da votação. A vitória de Lula foi reconhecida por diferentes atores políticos, inclusive pelo próprio Partido Liberal (PL), legenda de Flávio.
Flávio relatou que a decisão de deixar o país foi tomada depois de uma conversa com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e com a mulher, Fernanda Bolsonaro. “Então eu olhei para a cara dele e falei: pai, começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria, porque todos sabem que o Brasil hoje vive um regime de exceção”, declarou.
A fala do senador reacende o debate sobre a estabilidade democrática e os desdobramentos das investigações em curso. O Portal Boca no Trombone seguirá acompanhando o caso.
Fonte
- www.metropoles.com
- pic.twitter.com/Pjffwe9bI6 (t.co)
- Alexandre de Moraes (STF) (portal.stf.jus.br)























