EUA preparam envio de drones militares para a América do Sul
Equipamentos MQ-9 Reaper devem ser deslocados para o comando militar dos EUA responsável pela região; Pentágono não comentou oficialmente a movimentação

O Exército dos Estados Unidos prepara o envio de drones militares MQ-9 Reaper para o Comando Sul (US Southern Command), responsável pelas operações americanas na América do Sul. A informação foi divulgada com base em fontes familiarizadas com o planejamento da transferência.
Segundo as informações, os equipamentos fazem parte de uma movimentação maior de recursos militares para a região, enquanto autoridades americanas anunciam parcerias com países sul-americanos para ações classificadas como operações “antidrogas e antiterrorismo”.
Ainda não foi informado quantos drones serão transferidos do Comando África dos Estados Unidos (US Africa Command) para o Comando Sul. Uma das fontes afirmou que a maior parte dos equipamentos poderia ser deslocada.
Os drones MQ-9 Reaper são utilizados para missões de inteligência, vigilância e também podem realizar ataques de precisão. A transferência ocorre em meio a planos americanos de ampliar operações conjuntas com países parceiros na América do Sul, incluindo ações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas e grupos considerados terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
Operações na região
Nos últimos meses, os Estados Unidos já deslocaram equipamentos militares para o Caribe, incluindo drones MQ-9, caças F-35 e aeronaves AC-130, em uma campanha contra supostos barcos ligados ao tráfico de drogas. A movimentação também ocorre após acordos de cooperação militar anunciados com países como Equador, Colômbia, Honduras, Guatemala e Jamaica.
Autoridades americanas afirmam que as parcerias têm como objetivo combater redes de narcotráfico e organizações classificadas pelos EUA como ameaças à segurança. No caso da Colômbia, a CNN informou que os Estados Unidos chegaram a um acordo para o empréstimo de três drones MQ-9A Reaper para monitoramento de corredores de narcotráfico e possíveis ataques de precisão.
Especialistas e autoridades citados pela CNN também levantaram dúvidas sobre os resultados de operações anteriores contra o tráfico, apontando que ainda não está claro o impacto de longo prazo das ações militares sobre as redes criminosas.
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