Ex-diretor da Alep vai devolver valor milionário após acordos com o MPPR
As investigações dos chamados Diários Secretos foram deflagradas em 2009 e revelaram uma série de irregularidades na estrutura administrativa da Assembleia

Fonte: Ministério Público do Paraná
O ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), alvo de investigações do Ministério Público do Paraná (MPPR) por organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e outros crimes, deverá devolver um valor expressivo aos cofres públicos como parte de acordos de colaboração premiada.
A quantia a ser restituída foi definida com base nos desvios identificados durante as apurações, no enriquecimento ilícito e nos prejuízos causados ao erário estadual. Os crimes estão ligados às operações Diários Secretos e Argonautas, que desvendaram esquemas de corrupção envolvendo servidores e parlamentares da Alep.
Os acordos foram firmados com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e recentemente homologados pelo Poder Judiciário. Com isso, as ações penais em que o ex-diretor figura como réu estão suspensas, embora o processo siga em andamento sob sigilo médio, por decisão judicial.
Segundo o MPPR, a medida garante não apenas a devolução dos valores desviados, mas também a reparação dos danos ao patrimônio público e maior segurança jurídica aos processos judiciais, que corriam risco de prescrição. Isso porque muitas das ações cíveis e penais seguem em fase recursal e o investigado, atualmente com 85 anos, já é considerado idoso, o que reduz o tempo prescricional.
As investigações dos chamados Diários Secretos foram deflagradas em 2009 e revelaram uma série de irregularidades na estrutura administrativa da Assembleia, como a nomeação de servidores fantasmas e o uso de cargos comissionados para desviar recursos.























