Ex-presidente do INSS preso: PF aponta R$ 250 mil de propina por mês

Mais Lidas

Fabiano Blageski
Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
- Publicidade -

Polícia Federal detalhou, nesta quinta-feira (13), as conclusões que levaram o ex-presidente do INSS preso Alessandro Stefanutto a ser alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto. Segundo o relatório, ele recebia até R$ 250 mil mensais em propinas ligadas ao esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários.

O documento aponta que Stefanutto exercia forte influência dentro da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), entidade no centro da investigação por fraudes que atingiram mais de 600 mil vítimas em todo o Brasil. A PF afirma que o ex-presidente utilizava diferentes empresas de fachada — incluindo uma pizzaria, uma imobiliária e até um escritório de advocacia — para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A apuração também identificou que Stefanutto era tratado pelo codinome “Italiano” dentro do esquema e que grande parte dos pagamentos ocorreu entre junho de 2023 e setembro de 2024. O relatório aponta que, após assumir a presidência do INSS, o valor mensal repassado ao ex-dirigente saltou para R$ 250 mil, reflexo direto de sua capacidade de “blindar” juridicamente e administrativamente o esquema dentro do órgão federal.

Os investigadores ressaltam que o ex-presidente teve papel decisivo em duas etapas: facilitar juridicamente o acordo firmado com a Conafer em 2017 e, posteriormente, proteger a continuidade da fraude enquanto ocupava o cargo máximo do INSS. Para a PF, o pagamento de propina era essencial para manter o funcionamento do esquema, já que, sem o apoio da alta cúpula, seria “impossível sustentar irregularidades de tamanha magnitude”, que geraram milhares de reclamações judiciais e administrativas.

- Publicidade -

Outro lado

A defesa de Alessandro Stefanutto informou que ainda não teve acesso à decisão que determinou a prisão e considerou a medida “completamente ilegal”. Segundo os advogados, o ex-presidente sempre colaborou com as investigações.

A Conafer, por sua vez, declarou estar à disposição das autoridades e defendeu a presunção de inocência de todos os investigados, afirmando que direitos fundamentais devem ser preservados até eventual decisão judicial definitiva.

Com informações da Agência Brasil.

Leia também: Inep libera gabarito do primeiro dia do Enem 2025

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

COMENTE SOBRE ESSA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!

- Publicidade -

Últimas Notícias

WhatsApp Entre em nosso
Grupo de Whatsapp

Quer receber as Newsletter BnT?

Cadastre-se e receba um e-mail exclusivo com as principais notícias do Portal Boca no Trombone.

    - Publicidade -
    📢 Município DE ARAPOTI celebra 70 anos com festa tradicional e shows. 📢 Prefeita reage a ataques “Sou antiga, mas a mais inovadora” 📢 “Política é, sim, lugar de mulher”, diz prefeita. 📢Câmara deixa isolamento e se aproxima da comunidade, diz presidente. FLAGRA: Crianças “pegam rabeira” em ônibus do transporte coletivo em PG 📢Com obras recordes, Aliel confirma prioridade para o acesso ao Costa Rica em 2026. 📢Aliel anuncia: PG recebe maior obra da saúde e policlínica.