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Ex-recepcionista de colégio é indiciada por desvio de mensalidades em Ponta Grossa

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apurou um esquema de desvio de pagamentos escolares envolvendo uma ex-recepcionista de um colégio particular em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A investigada, de 25 anos, foi indiciada por uma série de crimes após se apropriar indevidamente de valores pagos por pais e responsáveis financeiros de […]

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Foto: Fabio Dias/PCPR
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A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apurou um esquema de desvio de pagamentos escolares envolvendo uma ex-recepcionista de um colégio particular em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A investigada, de 25 anos, foi indiciada por uma série de crimes após se apropriar indevidamente de valores pagos por pais e responsáveis financeiros de alunos.

De acordo com o 2º Distrito Policial, a ex-funcionária utilizava o cargo de recepcionista para explorar a relação de confiança com as famílias. Entre maio e setembro de 2025, período em que trabalhou na instituição, ela induzia os responsáveis a efetuarem pagamentos de mensalidades, materiais escolares e supostos acordos diretamente em sua conta bancária pessoal.

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O golpe veio à tona quando alguns responsáveis passaram a ser cobrados novamente pela escola por débitos que acreditavam estar quitados. Ao apresentarem os comprovantes de pagamento, foi constatado que os valores nunca chegaram à instituição de ensino, sendo desviados para a conta da ex-recepcionista.

As investigações apontaram que a suspeita utilizava o WhatsApp como principal meio de comunicação, enviando links de pagamento e alegando benefícios ou acordos supostamente autorizados pela direção. Para dar aparência de legalidade, ela manipulava registros no sistema interno da escola, conhecido como OTRS, além de falsificar e-mails institucionais.

Inicialmente, três casos registrados em agosto de 2025 somaram mais de R$ 6,3 mil em prejuízos. Com a quebra do sigilo bancário autorizada pela Justiça, outros três episódios de desvio foram identificados, elevando o prejuízo total para R$ 8.156,01.

Mesmo após ser demitida em setembro de 2025, a ex-recepcionista continuou se passando por representante da escola, mantendo contato com responsáveis financeiros. A instituição chegou a notificá-la extrajudicialmente, e ela prometeu devolver os valores até novembro, o que não ocorreu.

Durante o interrogatório, a investigada optou por permanecer em silêncio. Ela foi indiciada por apropriação indébita qualificada, estelionato, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para as providências legais.

*Com informações da PCPR

Marcos Silva
Autoria
Marcos Silva
Jornalista associado à Abrajet-PR, formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com MBA em Gestão da Comunicação Empresarial (TUIUTI). Profissional com quase 20 anos de atuação em redações de rádio, jornal e portais de notícia.
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