Exército destrói bunker usado pelo crime organizado no Paraná
Bunker destruído pelo exército em Icaraíma ficava na região marcada pela chacina de quatro homens. Estrutura seria usada para guardar materiais ilícitos.

O bunker destruído em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, seria utilizado para armazenar materiais relacionados ao tráfico e ao contrabando. A estrutura foi localizada em Vila Rica do Ivaí e demolida pelo Exército durante uma operação conjunta de combate aos crimes transfronteiriços.
A ação aconteceu na quinta-feira (23), mas foi confirmada pela corporação neste sábado (25). Militares do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado, o 30º BIMec, de Apucarana, participaram da operação em conjunto com a Polícia Militar Ambiental e o Instituto Água e Terra (IAT).
De acordo com as informações divulgadas, o bunker estava vazio no momento em que foi localizado. A estrutura media aproximadamente 2,5 metros de largura, 1,8 metro de altura e 5 metros de comprimento. O espaço ficava abaixo do nível do solo e tinha quase dois metros de profundidade.
Após a vistoria, os militares utilizaram explosivos para destruir completamente a estrutura. A suspeita é de que o local serviria para esconder ou armazenar materiais utilizados por grupos envolvidos em atividades criminosas.
Operação combate crimes na região de fronteira
Segundo o comandante da operação, coronel Ubiratã Ataíde Marcondes Filho, a atuação das forças de segurança está concentrada no enfrentamento a crimes transfronteiriços, principalmente tráfico e contrabando.
“O 30º BIMec está em uma faixa de fronteira e participou de uma operação interagências, com foco nas ações repressivas contra os ilícitos transfronteiriços. Nossa tropa permanece lá”, afirmou o comandante.
A operação integra ações de fiscalização e repressão realizadas na região Noroeste do Paraná, que possui rotas frequentemente utilizadas para a movimentação de mercadorias ilegais.
Localidade também foi cenário de chacina
O bunker destruído em Icaraíma ficava na mesma região onde quatro homens foram assassinados em 2025, após desaparecerem durante a cobrança de uma dívida de R$ 250 mil.
As vítimas foram identificadas como Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. Os quatro teriam ido até uma propriedade rural para realizar a cobrança, mas não retornaram.
Depois de 44 dias de buscas, os corpos foram encontrados enterrados em uma área de difícil acesso. A investigação apontou que as vítimas apresentavam marcas de disparos de arma de fogo.
Os principais suspeitos do crime são Antônio Buscariollo e o filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo. Conforme as informações disponíveis, os dois são procurados internacionalmente e permanecem foragidos.
Até o momento, não foi informada uma ligação direta entre o bunker localizado pelo Exército e os assassinatos. A relação entre os casos ocorre pelo fato de a estrutura ter sido encontrada na mesma região marcada pelo crime.
Leia também: Proprietário de tabacaria é perseguido e morto em cidade do Paraná
























