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Festa sem celular reuniu Vorcaro, Lima e Alcolumbre

Evento comemorativo do aniversário de Augusto Lima, em maio de 2022, proibiu o uso de celulares. Entre os convidados estavam Daniel Vorcaro, Davi Alcolumbre, Jaques Wagner, ACM Neto e João Roma. A prática de recolher aparelhos era habitual nas festas do banqueiro.

Festa com celular proibido reuniu Vorcaro, Lima e Alcolumbre
Crédito: Metrópoles
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Uma festa de aniversário realizada em maio de 2022, no espaço Pupileira, conseguiu reunir, em um mesmo ambiente, figuras centrais da política e do mercado financeiro. O anfitrião, o banqueiro Augusto Lima, comemorava seu aniversário ao lado de nomes como Daniel Vorcaro, Davi Alcolumbre, Jaques Wagner, ACM Neto e João Roma, conforme apuração da coluna.

O detalhe que mais chamou a atenção, no entanto, foi a proibição de celulares. Dessa forma, todos os convidados precisaram deixar seus aparelhos na recepção, uma medida que, segundo fontes, já era habitual nas comemorações de Lima.

Convidados de peso

Augusto Lima, banqueiro e ex-sócio de Daniel Vorcaro, fez questão de reunir um grupo diversificado. Entre os presentes, destacaram-se:

  • Davi Alcolumbre – atualmente presidente do Senado, tornou-se motivo de alerta no Palácio do Planalto após impor derrotas ao governo Lula;
  • Jaques Wagner (PT-BA) – senador que, nos bastidores, chama Lima de “Guga”, de acordo com investigações;
  • ACM Neto – ex-prefeito de Salvador, vice-presidente nacional do União Brasil e então candidato ao governo baiano, que tenta retornar à disputa após derrota em 2022;
  • João Roma – ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro e atualmente candidato ao Senado pelo PL, reforçando o tom pluripartidário do encontro.

Proibição de celulares: regra habitual

Além disso, a regra dos celulares proibidos não era mera formalidade. Para ingressar no local, os convidados eram orientados a entregar seus telefones, que ficavam guardados até o fim da comemoração.

Prática recorrente

Ademais, testemunhas relataram que a prática era recorrente nas festas organizadas por Augusto Lima, sugerindo um esforço deliberado para manter a privacidade das conversas. A medida, contudo, contrasta com a notoriedade dos participantes e desperta questionamentos sobre o que se pretendia blindar naquele encontro. Para muitos, a prática soava como uma tentativa de evitar vazamentos ou registros indesejados.

Laços além do social

Além do convívio social, laços contratuais e telefonemas aproximam os envolvidos.

Contrato milionário

ACM Neto, à época de sua campanha, havia firmado um contrato superior a R$ 3 milhões com Daniel Vorcaro.

Registros telefônicos

Jaques Wagner acumulou 74 ligações telefônicas com Augusto Lima, conforme apontou a Polícia Federal, que também colocou ambos como alvos de investigação.

Articulação política

Davi Alcolumbre consolidava sua posição como articulador político capaz de impor derrotas ao governo, tornando-se foco de preocupação no Planalto. João Roma, fiel a seu estilo, afirmou que nunca escondeu suas relações.

Contexto eleitoral e investigações

A festa ocorreu em um momento politicamente sensível: maio de 2022, a poucos meses das eleições gerais. Naquele ano, o país se aproximava das urnas, e cada movimento de políticos e empresários ganhava contornos estratégicos.

O fato de Jaques Wagner e Augusto Lima figurarem como alvos da Polícia Federal adiciona complexidade ao episódio. Embora a fonte não tenha detalhado os motivos das operações, a coincidência entre os contatos telefônicos e o encontro presencial reforça o interesse sobre a natureza dessas relações.

O que dizem os envolvidos

Procurada pela coluna, a assessoria de Augusto Lima declarou desconhecer a informação sobre a festa. Já a assessoria de Davi Alcolumbre confirmou que o senador foi convidado e compareceu ao evento. João Roma, por sua vez, reconheceu que esteve na comemoração e reiterou que nunca escondeu seus vínculos. Os demais citados — Daniel Vorcaro, Jaques Wagner e ACM Neto — não se manifestaram até o fechamento desta matéria.

Festa reservada, publicidade crescente

O episódio, embora inicialmente discreto, expõe uma ampla rede de contatos entre políticos de diferentes matizes e agentes do setor financeiro. A proibição de celulares, longe de blindar o evento, acabou por despertar ainda mais curiosidade. Com investigações em andamento e contratos milionários no radar, o caso pode trazer novos desdobramentos nos próximos capítulos da política brasileira.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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