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Funcionária faz nova denúncia de coerção para pedir demissão em PG; empresa nega

Denúncia revela que funcionárias são pressionadas a pedir demissão após rescisão contratual com a UEPG; empresa nega coerção e garante direitos.

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Trabalhadoras à espera de reunião com direção da empresa | Colaboração
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O Portal BnT recebeu nova denúncia, nesta terça-feira (29), contra o Grupo Kremer, empresa acusada de coagir funcionárias a pedir demissão devido a uma rescisão contratual entre a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), contratante, e a empresa, contratada. Uma funcionária reforçou as denúncias reveladas pela reportagem na última segunda-feira (29). Clique aqui

No mercado desde 2006, o Grupo Kremer foi contratado pela UEPG a partir de processo licitatório realizado em 2021. A empresa foi, por cinco anos, a responsável pelo serviço de limpeza do Hospital Universitário (HU-UEPG) e do Hospital Materno Infantil (Humai-UEPG). 

A assessoria de comunicação do HU-UEPG confirmou à reportagem que o contrato não será renovado. Isso levou a empresa a comunicar diversas funcionárias sobre a situação. A condição apresentada é a transferência para outra unidade atendida pela empresa ou a demissão. No entanto, funcionárias acusam a empresa de coerção.

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É o caso de uma funcionária da empresa, ainda em atuação no Humai, que procurou a reportagem. Ela afirmou que teria de pedir demissão caso decidisse por não continuar na empresa. 

“Eles falaram assim: quem quiser ficar no grupo Kremer, dê o nome para a [anômimo]. Aí quem não quiser, trabalha até o dia 23 e pede demissão, porque nós não vamos dar demissão, a gente tem posto para colocar vocês”, diz a denunciante anônima.

Ao Portal BnT, a denunciante reforça que gostaria de receber os diretos trabalhistas, previstos em situações quando a empresa demite o funcionário. Ela mora sozinha com a filha e precisa sustentar a casa. “Eles estão forçando a gente pedir demissão, porque eles alegam ter posto para colocar a gente. Só que eu não quero ir para os postos que eles têm, sabe? Então, eu queria que eles me dessem a conta, só que eles não querem dar conta”.

Posicionamento

A reportagem conversou presencialmente com o diretor do Grupo Kremer, Alvísio Steinhaus, a respeito das denúncias. Ele negou que haja coerção na proposta apresentada às funcionárias e reforçou: “não aplicamos nenhum aviso ou demissão, apenas chamamos todos os colaboradores para comunicar que nossa licitação com o HU irá finalizar apenas, com atendimento nosso normal até dia 23 de agosto”, diz. 

“Somente nós pensamos em nossos colaboradores e familiares, montando uma estratégia de manter o maior número de colaboradores trabalhando, efetuando as realocações necessárias”, diz o diretor. 

Ele também garantiu os direitos trabalhistas das funcionárias, com salários normais e todas as verbas de rescisórias previstas em lei, sendo as negociações intermediadas pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco).

Atendimento

Ao Portal BnT, o Siemaco confirmou que segue acompanhando o caso e orienta as funcionárias para acionarem as equipes do sindicato. 

“O SIEMACO está acompanhando de perto todo o processo de transição para garantir que nenhuma trabalhadora seja prejudicada ou injustiçada. Reforçamos a orientação para que nenhuma trabalhadora assine qualquer documento sem antes procurar o sindicato”, diz a nota.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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