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“Gramado vira protagonista em empate do Operário no Germano Krüger”, por Ivan Vinícius

Confesso que saí do Germano Krüger ontem com uma sensação dupla. De um lado, a certeza de que o Operário e o Criciúma fizeram um jogo movimentado, nervoso e cheio de emoções. Do outro, a impressão cada vez mais clara de que o gramado do estádio já passou do limite do aceitável. Antes mesmo da […]

“Gramado vira protagonista em empate do Operário no Germano Krüger”, por Ivan Vinícius
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Confesso que saí do Germano Krüger ontem com uma sensação dupla. De um lado, a certeza de que o Operário e o Criciúma fizeram um jogo movimentado, nervoso e cheio de emoções. Do outro, a impressão cada vez mais clara de que o gramado do estádio já passou do limite do aceitável.

Antes mesmo da bola rolar, o cenário já preocupava. O campo apresentava falhas visíveis, grama castigada e um aspecto queimado que deixava evidente a demora na troca da grama de inverno. A chuva forte que caiu durante o dia e, principalmente, o temporal da última hora antes da partida, só agravaram a situação. A drenagem até funcionou, mas o problema estava por baixo: muita terra, lama e instabilidade nas áreas mais castigadas.

Confira o episódio completo aqui:

E isso interfere diretamente no jogo. Vi jogadores escorregando, errando domínio simples, perdendo equilíbrio em lances decisivos. Em vários momentos, parecia impossível praticar um futebol mais técnico. Ainda assim, dentro das possibilidades, Operário e Criciúma entregaram uma partida intensa e equilibrada.

O Operário começou pressionado, mas cresceu após os 20 minutos do primeiro tempo. Criou chances claras e perdeu gols difíceis de explicar. Pablo desperdiçou oportunidades raras para um atacante da qualidade dele. Vinícius Diniz perdeu um daqueles gols que ficam na cabeça do torcedor por muito tempo. Mas o Criciúma também teve suas chances. Foi um jogo aberto, brigado e decidido nos detalhes.

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Quando Marcelo Hermes acertou o chute que desviou no caminho e matou o goleiro operariano, aos 30 do segundo tempo, parecia que o Criciúma levaria os três pontos. Só que o Operário não desistiu. E aos 42 minutos, Matheus Trindade apareceu para empatar e manter o Fantasma vivo na partida.

O que mais me chama atenção, porém, é a realidade do campeonato. Vejo muita gente tratando a situação como se o Operário estivesse afundando, mas a tabela mostra um equilíbrio enorme. Ceará, Juventude e Operário têm exatamente a mesma pontuação e o mesmo aproveitamento. Uma vitória muda tudo. Uma derrota também.

Leia também: Manutenção no gramado do Germano Krüger começa nesta segunda; confira cronograma

Hoje, olhando friamente, o Operário joga um campeonato de permanência. Ainda não é um time que demonstra força para brigar na parte de cima da Série B. Mas também não vejo um cenário desesperador. O campeonato está aberto e muito equilibrado.

Agora, mais do que nunca, o clube precisa resolver rapidamente a questão do gramado. Porque, sinceramente, continuar jogando nessas condições é prejudicar o espetáculo, os atletas e até a competitividade do próprio time.

Ivan Vinícius
Autoria
Ivan Vinícius
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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