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Greve dos entregadores mobiliza trabalhadores pelo Brasil; veja exigências

Greve dos entregadores mobiliza trabalhadores em várias cidades do Brasil e cobra melhores taxas, seguro, transparência nos bloqueios e mais direitos.

Greve
Foto: Pedro Caldas/Jornalistas Livres
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A greve dos entregadores mobilizou trabalhadores de aplicativos em diferentes cidades brasileiras nesta terça-feira (1º). Batizado de “Breque Geral dos Apps”, o movimento foi organizado principalmente pelas redes sociais e grupos de mensagens e busca pressionar plataformas e o governo federal por mudanças na remuneração e nas condições de trabalho da categoria.

Durante a mobilização, a orientação dos organizadores foi para que os profissionais permanecessem desconectados dos aplicativos. Atos, buzinaços e carreatas também foram organizados em diferentes regiões do país.

Registros da paralisação foram divulgados em cidades como São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Goiânia e Anápolis, além do Distrito Federal, evidenciando o caráter nacional da mobilização.

Quanto os entregadores querem receber?

Uma das principais reivindicações é a criação de um valor mínimo para as entregas.

Os trabalhadores defendem o pagamento de R$ 10 para corridas de até quatro quilômetros e mais R$ 2,50 por quilômetro adicional. De acordo com os organizadores, os atuais valores recebidos não seriam suficientes para compensar despesas como combustível, manutenção de motocicletas e bicicletas e outros custos necessários para exercer a atividade.

A categoria também reivindica uma medida provisória do governo federal estabelecendo parâmetros mínimos de remuneração para os trabalhadores das plataformas.

Bloqueios de contas entram na mira da greve

Outro ponto central da paralisação é a forma como os aplicativos suspendem ou bloqueiam contas de entregadores.

Trabalhadores afirmam que algumas decisões podem ocorrer de maneira automatizada, sem uma explicação considerada suficiente sobre o motivo da punição e sem mecanismos adequados para contestação.

Por isso, a categoria cobra maior transparência nos algoritmos usados pelas plataformas e regras mais claras para suspensões e bloqueios.

Os manifestantes também querem que o valor e o destino da corrida sejam apresentados de forma clara antes da aceitação do pedido.

Seguro e pagamento por espera também estão entre pedidos

A pauta apresentada pelos entregadores vai além do preço de cada corrida.

Entre as reivindicações divulgadas pelo movimento estão ainda seguro contra acidentes custeado pelas plataformas e pagamento de uma taxa quando o entregador precisar esperar por mais de 15 minutos para retirar um pedido.

Também há críticas aos sistemas de metas e incentivos oferecidos pelos aplicativos, que, segundo integrantes da categoria, podem estimular jornadas excessivas de trabalho.

Modelo “+Entregas” é criticado

Um dos principais alvos do movimento é a modalidade “+Entregas”, adotada pelo iFood. Nesse sistema, o profissional atua em regiões e períodos previamente estabelecidos.

Representantes dos entregadores afirmam que a modalidade reduziu os valores pagos individualmente por entrega e pode prejudicar aqueles que optam por não participar.

O iFood, por sua vez, sustenta que a adesão é opcional e afirma que o modelo pode proporcionar ganhos maiores por meio da combinação de valores fixos, incentivos e maior quantidade de pedidos.

Regulamentação dos aplicativos também gera discussão

A greve ocorre em meio às discussões nacionais sobre a regulamentação do trabalho realizado por plataformas digitais.

Parte dos entregadores critica o PLP 152, em discussão no Congresso Nacional, por considerar que a proposta não contempla adequadamente pontos relacionados à remuneração e à proteção previdenciária.

Com o “Breque Geral dos Apps”, os trabalhadores tentam ampliar a pressão sobre empresas e governo federal para que as reivindicações da categoria sejam incluídas nas discussões sobre o futuro do trabalho por aplicativos no Brasil.

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Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
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