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Política

Haddad critica Flávio Bolsonaro após caminhada com Lula

Fernando Haddad criticou Flávio Bolsonaro por não prestar contas do filme ‘Dark Horse’ e o associou a escândalos. Declarações ocorreram durante caminhada com Lula em São Miguel Paulista.

Haddad critica Flávio Bolsonaro após caminhada com Lula
Crédito: g1.globo.com
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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou neste sábado (26) o senador Flávio Bolsonaro (PL) por não prestar contas sobre a origem e destino do dinheiro dado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme ‘Dark Horse’. A declaração foi feita durante caminhada ao lado do presidente Lula (PT), em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo.

Segundo Haddad, o senador ‘está enrolado com todos os escândalos de corrupção’. A produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – pai de Flávio – está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) e também no Ministério Público de SP (MP-SP), por suspeita de uso de recursos públicos por parte da produtora Karina da Gama, da Go UP Entertainment e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), da qual é dona única.

Haddad lista nomes ligados a escândalos

Durante o discurso, o petista enumerou pessoas que, segundo ele, estão associadas a Flávio Bolsonaro em diferentes casos. ‘No INSS ele tem esse tal de Willer [Tomaz] que apareceu. No Master ele tem o Vorcaro. Nas milícias ele tem o Adriano [da Nóbrega] e nas rachadinhas o Queiroz. Ele tá sempre enrolado com alguma coisa perigosa. E agora ele quer tomar a presidências da República. Desse pernambucano aqui, nós não vamos deixar’, afirmou.

Haddad também afirmou que Flávio Bolsonaro ‘não presta conta do filme Dark Horse porque ele não presta mesmo’. A fala reforça a crítica à falta de transparência sobre o financiamento da produção.

Alfinetada em Tarcísio de Freitas

No mesmo evento, Haddad também alfinetou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na corrida pelo governo de São Paulo na eleição de 4 de outubro. ‘De 4 de outubro nós vamos reeleger o Lula e realizar o sonho do Tarcísio de ir pra casa, voltar para Brasília. Dia 4 é 13, Haddad e Márcio França, pra mandar o Tarcísio para Brasília ou para o Rio de Janeiro, onde ele preferir’, afirmou o petista.

A declaração foi feita em tom de provocação, associando a possível derrota de Tarcísio a um retorno do governador à capital federal ou ao Rio de Janeiro.

Elogio à proibição das bets

Ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), Haddad também elogiou a proibição de Lula às empresas de bet no Brasil e ao popular ‘Jogo do Tigrinho’ no país.

‘Os riquinhos reclamaram que nós criamos imposto pra banco, pra bet e pra bilionário. Criamos pra 141 mil ricos que passaram a pagar imposto, para 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil deixarem de pagar imposto de renda. Nós não temos vergonha de fazer justiça tributária. Se eles estão enfezados com isso, agora estão com um problema a mais pra resolver, com o fim das bets’, afirmou.

Haddad ainda criticou Flávio e Tarcísio por defenderem as apostas. ‘Eles [Flávio e Tarcísio] estão defendendo bet que o presidente Lula acabou. Porque a gente quer tempo livre pras pessoas e mudar a escala 6 por 1. Mas esse tempo livre não é pra cuidar dos filhos, ajudar a família, e não ficar jogando no celular’, declarou.

As declarações ocorrem em meio à campanha eleitoral para o governo de São Paulo, com Haddad buscando reforçar sua candidatura ao lado de Lula e de aliados nacionais.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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