Homem foi atraído e esfaqueado na presença de criança; trio vai a júri em PG
Crime aconteceu no bairro Boa Vista, em fevereiro de 2025; vítima conseguiu fugir após ser atingida nas costas e teria tido dinheiro e celular levados

Três pessoas acusadas de envolvimento em uma tentativa de homicídio contra Maico Pires Santos serão julgadas pelo Tribunal do Júri de Ponta Grossa na próxima terça-feira (8). O crime aconteceu em 27 de fevereiro de 2025, no bairro Boa Vista, e teria sido presenciado por uma criança de apenas 6 anos.
Os réus são Ana Carla da Silva dos Santos, Guilherme Luiz Orlovski e Luiz Felipe Barbosa. A sessão está marcada para começar às 8h30, no Fórum Estadual de Ponta Grossa, localizado no bairro Oficinas.
Conforme documentos obtidos pelo BnT Online, o processo está relacionado a uma tentativa de homicídio qualificado. Os acusados também respondem pela suposta subtração de bens da vítima.
Homem foi atacado ao chegar à residência
Na época do crime, a Polícia Civil informou que a vítima, então com 33 anos, teria sido chamada pelos suspeitos para comparecer a uma residência no bairro Boa Vista. O homem chegou ao endereço acompanhado de uma criança de 6 anos e teria sido surpreendido com uma facada nas costas. Na sequência, ainda segundo a investigação, ele foi atacado pelos outros envolvidos.
Mesmo ferido, Maico conseguiu fugir do local e pedir ajuda em uma residência próxima. Moradores prestaram auxílio e acionaram o socorro. A vítima foi encaminhada ao hospital. Os acusados também teriam levado uma quantia em dinheiro e um aparelho celular que estavam com o homem. No início das investigações, o caso foi divulgado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio em concurso com roubo.
Na ação penal que será julgada, os réus foram pronunciados por tentativa de homicídio qualificado e furto qualificado. O caso foi noticiado pelo BnT Online em março de 2025, quando dois suspeitos foram presos. Relembre a reportagem publicada pelo BnT.
Um suspeito foi preso no dia do crime e vai a júri
Um dos envolvidos foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal ainda no dia do ataque. Os outros dois suspeitos conseguiram fugir. A Polícia Civil, por meio do Setor de Homicídios, iniciou uma série de diligências para identificar e localizar os demais envolvidos. Eles foram interrogados durante as investigações e tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Os dois mandados foram cumpridos em 24 de março de 2025. Na ocasião, um homem e uma mulher foram encaminhados ao Presídio Hildebrando de Souza, onde ficaram à disposição da Justiça. Atualmente, Guilherme Luiz Orlovski e Luiz Felipe Barbosa estão recolhidos na Casa de Custódia de Ponta Grossa.
A Justiça determinou que os dois sejam levados ao Fórum sob escolta armada para participar do julgamento.
Ministério Público aponta emboscada
A acusação sustenta que Maico teria sido atraído até o local para uma emboscada. O Ministério Público aponta as qualificadoras de motivo torpe e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Também é atribuída aos acusados a participação conjunta nas agressões e na subtração dos bens.
As qualificadoras serão analisadas pelo Conselho de Sentença durante o julgamento. As defesas recorreram contra a decisão que enviou o caso ao júri. Foram apresentados pedidos de impronúncia, desclassificação do crime e retirada das qualificadoras, além de questionamentos sobre a individualização da participação de cada acusado.
Defesa apresenta outra versão
Uma das versões apresentadas pela defesa afirma que Maico teria ido até a residência de Ana Carla armado com uma faca, exaltado e proferindo ofensas. O desentendimento teria começado anteriormente por causa de uma dívida. Os argumentos defensivos serão apresentados aos jurados e confrontados com a versão do Ministério Público, os depoimentos das testemunhas, os laudos e os demais elementos reunidos no processo.
O Tribunal de Justiça do Paraná manteve a decisão de pronúncia ao considerar que existem provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para levar os acusados ao júri. O colegiado também decidiu que as qualificadoras devem ser avaliadas pelos jurados.
A decisão de pronúncia não significa que os réus sejam culpados. Caberá ao Conselho de Sentença decidir se os acusados devem ser condenados ou absolvidos. O julgamento será presidido pelo juiz Thiago Bertuol de Oliveira.
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