Infarto e AVC avançam entre jovens e acendem alerta
Infarto e AVC entre jovens preocupam especialistas. Mais de 234 mil atendimentos foram registrados em pessoas com menos de 40 anos.

O aumento de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) entre jovens tem acendido um alerta entre especialistas no Brasil. Doenças que durante décadas foram associadas principalmente à população idosa vêm atingindo adultos cada vez mais cedo e reforçando a necessidade de atenção aos fatores de risco.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2022 e 2024, mais de 234 mil atendimentos hospitalares e ambulatoriais relacionados a infarto e AVC envolveram pessoas com menos de 40 anos no país.
O cenário também preocupa quando analisadas as mortes. No mesmo período, mais de 7,8 mil jovens morreram em decorrência de infarto, evidenciando o impacto das doenças cardiovasculares nessa faixa etária.
DOENÇAS CHEGAM MAIS CEDO
Embora idade avançada continue sendo um importante fator de risco, médicos observam que diversos hábitos e condições presentes na rotina de adultos jovens podem favorecer o desenvolvimento precoce de problemas cardiovasculares.
Entre os principais fatores apontados estão sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e tabagismo.
O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, o estresse crônico e o uso de anabolizantes e outras drogas também aparecem entre os comportamentos associados ao aumento do risco.
Muitas dessas condições podem evoluir de forma silenciosa. Pressão alta, alterações no colesterol e diabetes, por exemplo, nem sempre provocam sintomas perceptíveis antes de uma complicação mais grave.
ATENDIMENTO RÁPIDO PODE SALVAR VIDAS
O Ministério da Saúde reforça que o infarto permanece entre as principais causas de morte no Brasil e que identificar os sinais e procurar atendimento rapidamente pode fazer diferença no prognóstico do paciente.
No caso do AVC, a rapidez também é decisiva. O reconhecimento imediato dos sintomas e o encaminhamento para atendimento hospitalar aumentam as possibilidades de tratamento e recuperação, além de reduzirem o risco de complicações.
Por isso, diante de sinais repentinos ou sintomas compatíveis com problemas cardiovasculares, a recomendação é buscar atendimento médico de urgência.
PREVENÇÃO COMEÇA NA ROTINA
Especialistas destacam que a prevenção continua sendo uma das principais formas de enfrentar o avanço dessas doenças entre pessoas mais jovens.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e acompanhar indicadores como pressão arterial, colesterol e glicemia estão entre as principais medidas preventivas.
Também são importantes a interrupção do tabagismo e evitar o consumo de substâncias ilícitas e anabolizantes.
O aumento dos registros entre pessoas com menos de 40 anos reforça uma mensagem importante: infarto e AVC não são problemas exclusivos da terceira idade. Cuidar da saúde cardiovascular desde cedo pode reduzir significativamente o risco de eventos graves no futuro.
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