Pré-candidatos defendem Tabela SUS Paranaense para ampliar repasses aos hospitais
Pré-candidatos ao Governo do Paraná discutem a criação da Tabela SUS Paranaense para ampliar os repasses aos hospitais filantrópicos.

A criação de uma Tabela SUS Paranaense entrou no debate eleitoral para o Governo do Paraná. A proposta, apresentada pela Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (FEMIPA), prevê que o Estado complemente os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde aos hospitais.
Sandro Alex (PSD), Sérgio Moro (PL), Rafael Greca (MDB) e Requião Filho (PDT) participaram de encontros promovidos pela Federação e defenderam, com diferentes abordagens, medidas para melhorar a remuneração das instituições que atendem pacientes pelo SUS.
A iniciativa pretende reduzir a distância entre os valores repassados pelo sistema federal e os custos efetivos dos atendimentos, principalmente em procedimentos de média e alta complexidade.
PROPOSTA PREVÊ COMPLEMENTAÇÃO ESTADUAL
A FEMIPA defende a criação de um mecanismo estadual com critérios objetivos, transparência na distribuição dos recursos e atualização periódica dos valores. Entre as referências apresentadas está a Tabela SUS Paulista, além de modelos adotados por outros estados.
Segundo a Federação, uma política estadual de complementação poderia oferecer maior previsibilidade financeira às Santas Casas e aos hospitais filantrópicos, permitindo o planejamento de investimentos, a manutenção de serviços e a ampliação dos atendimentos.
Apesar das diferenças sobre a forma de implementação, os pré-candidatos demonstraram convergência quanto à necessidade de enfrentar a defasagem da tabela federal e fortalecer o financiamento da rede hospitalar paranaense.
Sandro Alex afirmou que a atualização dos valores e o reforço do custeio estão entre os principais desafios apresentados pelas instituições filantrópicas.
“Entre as propostas está a necessidade de seguir avançando principalmente na atualização da tabela SUS, reforçar o custeio e construir uma remuneração justa para que os hospitais possam ampliar seus atendimentos”, declarou.
O pré-candidato também ressaltou a importância de manter a parceria entre o poder público e os hospitais responsáveis por parte significativa da assistência prestada à população.
PRÉ-CANDIDATOS APRESENTAM DIFERENTES CAMINHOS
Sérgio Moro manifestou apoio direto à criação de uma política estadual de complementação dos valores. De acordo com o senador, a proposta estaria entre as prioridades de seu plano para a saúde e poderia utilizar o modelo paulista como referência.
“Esta iniciativa é uma das prioridades do nosso plano de governo para a saúde, que reduz a defasagem da tabela federal, ampliando a remuneração dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde”, afirmou.
Moro também defendeu que a implantação ocorra de forma progressiva e que a FEMIPA participe da elaboração da política pública.
Rafael Greca recebeu o Caderno de Propostas da entidade e destacou a possibilidade de levar para outras regiões do Paraná experiências adotadas em Curitiba. O ex-prefeito também mencionou a telemedicina como instrumento para ampliar o acesso da população aos serviços.
“Recebo com muita alegria as propostas da FEMIPA, que deverão beneficiar o povo do Paraná. Temos experiências maravilhosas em Curitiba e que podem ser transmitidas a todo o Estado”, declarou.
A manifestação ocorreu dentro de uma discussão mais ampla sobre o fortalecimento da rede filantrópica, o financiamento hospitalar e a remuneração dos procedimentos.
Requião Filho também considerou possível a criação de um modelo inspirado na experiência paulista, desde que a proposta seja adaptada às condições financeiras e econômicas do Paraná.
“O modelo da Tabela SUS Paulista se faz factível aqui no Paraná. O financiamento em saúde de ambos os estados tem suas diferenças e a gente precisa estudar uma tabela factível ao Paraná”, afirmou.
O pré-candidato defendeu a participação conjunta das áreas da Saúde e da Fazenda na elaboração da medida. Ele também mencionou a possibilidade de priorizar procedimentos de alta complexidade e estabelecer valores compatíveis com os custos dos serviços.
FEMIPA DEFENDE PREVISIBILIDADE PARA HOSPITAIS
Para o presidente da FEMIPA, Charles London, a discussão sobre uma Tabela SUS Paranaense precisa considerar a sustentabilidade financeira das instituições e a capacidade de planejamento da rede.
A Federação sustenta que o modelo deve ter regras transparentes, critérios técnicos e mecanismos permanentes de atualização. A intenção é garantir maior segurança para que os hospitais mantenham atendimentos, realizem investimentos e ampliem a assistência oferecida aos pacientes.
A proposta faz parte de um conjunto de medidas apresentadas aos pré-candidatos. Entre elas estão a revisão e ampliação do Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do Paraná, a criação de linhas permanentes de financiamento pela Fomento Paraná e a adoção de mecanismos para reduzir custos.
A entidade também sugere compras coletivas, melhorias na destinação das emendas parlamentares e a ampliação do diálogo entre o poder público e os hospitais filantrópicos.
Outros participantes dos encontros promovidos pela FEMIPA também abordaram o tema. Alexandre Curi, pré-candidato ao Senado, defendeu atenção ao custeio hospitalar e articulação com o Governo Federal para discutir a tabela do SUS.
Beto Preto, pré-candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, citou a necessidade de debater custeio, incentivos, tabelas e aumento da produção hospitalar.
Márcia Huçulak, pré-candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa, afirmou que a sustentabilidade dos hospitais filantrópicos deve permanecer na agenda pública.
A ex-ministra Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado, ressaltou a importância da rede filantrópica para a saúde paranaense. Ela também apoiou medidas para melhorar o repasse de emendas parlamentares, reduzir despesas com energia e avançar na remuneração dos atendimentos realizados pelo SUS.
As manifestações integram o debate promovido pela FEMIPA sobre o financiamento da saúde e a sustentabilidade dos hospitais filantrópicos do Paraná.
Das assessorias
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