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Ponta Grossa

Iplan ainda não analisou projeto de condomínio de luxo que ameaça 5 mil árvores em PG

Segundo o órgão, a avaliação só será feita após a entrega da Ata Técnica da audiência pública. Ainda não há data marcada para o novo debate.

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Reprodução: EIV
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O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan) informou que ainda não realizou a análise do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do condomínio de luxo projetado para o bairro Olarias. O empreendimento, projetado pela CR Almeida, gerou discussão0 devido à possibilidade de derrubada de aproximadamente 5 mil árvores nativas na área. Segundo o órgão, a avaliação só será feita após a entrega da Ata Técnica da audiência pública.

De acordo com a nota oficial enviada pelo Iplan, “conforme a legislação, a análise do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) ocorre após a entrega da Ata Técnica da audiência pública. Até o momento não houve análise do empreendimento por parte do Iplan”. O documento destaca que, quando a ata for anexada ao processo, o órgão dará início à análise e publicará o parecer preliminar no site oficial.

Por ligação com a equipe de reportagem, Rafael Gustavo Mansani, presidente do Iplan, também informou que uma nova audiência pública será necessária antes do lançamento do projeto. Mas ainda não há previsão para a realização desse debate.

Além do parecer do Iplan, a liberação da obra depende da emissão do Decreto de Aprovação do condomínio, o que só ocorre após a assinatura do Termo de Compromisso do EIV, que avalia os impactos do empreendimento. Outros documentos obrigatórios incluem a Licença de Instalação e a Licença de Supressão da vegetação, que são emitidas pelo Instituto Água e Terra (IAT).

A proposta de licenciamento ambiental foi inicialmente recusada pelo Instituto de Água e Terra (IAT). A CR Almeida entrou com um pedido de reconsideração, que agora está sob análise do setor jurídico do Órgão.

Parque municipal

O Portal BnT também questionou o Iplan a respeito da possibilidade da constução de um parque municipal no local da área de preservação ambiental onde estão as 5 mil árvores. A proposta foi feita pelo vereador Dr. Erick na sessão ordinária da última quarta-feira na Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa.

O Iplan também informou que, em dezembro de 2023, encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 485/2023, que previa a definição da área do empreendimento como Zona Especial de Parques (ZEPA). No entanto, o projeto foi devolvido pelas comissões da Câmara em junho de 2024, sem ser levado a plenário. Segundo a nota oficial, “o Iplan tem trabalhado em uma nova minuta de Lei, que deverá ser encaminhada nos próximos dias para a Câmara”.

O caso segue em discussão e aguarda novos desdobramentos sobre a aprovação do empreendimento e seus impactos ambientais. Veja matéria completa sobre a situação e entenda mais detalhes sobre o projeto do condomínio clicando aqui.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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