O Irã ameaça romper cessar-fogo após novos ataques israelenses contra o Líbano, intensificando a instabilidade no Oriente Médio. A movimentação ocorre em meio a um acordo considerado frágil por autoridades iranianas, que agora avaliam retomar ações militares em resposta ao que classificam como violação por parte de Israel.
Segundo a mídia estatal do Irã, um alto funcionário de segurança afirmou que o país está preparado para iniciar uma “ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento”. O governo iraniano também pressiona mediadores internacionais para que o cessar-fogo inclua todas as áreas afetadas, como o Líbano e a Faixa de Gaza.
Estreito de Ormuz entra no radar e preocupa mercado global
Um dos pontos mais sensíveis da crise envolve o possível fechamento do Estreito de Ormuz, defendido por membros do Parlamento iraniano. A rota é responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás, e qualquer bloqueio pode provocar alta imediata nos preços dos combustíveis.
Esse cenário acende alerta inclusive no Brasil, onde oscilações internacionais impactam diretamente o custo da gasolina e do diesel, refletindo no bolso da população e no transporte de cargas.
Bombardeios no Líbano ampliam crise humanitária
Israel intensificou os ataques aéreos, atingindo cerca de 100 alvos em poucos minutos, principalmente no sul do Líbano e na capital, Beirute. Autoridades locais relatam dezenas de mortes e centenas de feridos.
O grupo Hezbollah orientou moradores a não retornarem às suas casas, enquanto o governo libanês acusa Israel de desrespeitar normas internacionais e agravar a crise humanitária.
Desde março, o conflito já deixou mais de 1,5 mil mortos e cerca de 4,8 mil feridos, além de mais de 1 milhão de deslocados, segundo dados oficiais.
Mediação internacional tenta evitar escalada
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador nas negociações, pediu que as partes respeitem o prazo de duas semanas do cessar-fogo. Ele alertou que novas violações podem comprometer completamente os avanços diplomáticos.
Enquanto isso, o cenário segue instável, com risco real de ampliação do conflito para outras regiões — o que pode trazer consequências econômicas e políticas em escala global.
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