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EUA propõem julgamento de Maduro para junho de 2027

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos propôs que o julgamento de Nicolás Maduro comece em junho de 2027. O ex-ditador venezuelano foi capturado em Caracas em janeiro e está detido em Nova York, onde terá nova audiência nesta quarta-feira (22).

EUA propõem julgamento de Maduro para junho de 2027
Crédito: G1
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos propôs nesta terça-feira (21) que o julgamento criminal de Nicolás Maduro comece em junho de 2027. A informação foi divulgada por fontes oficiais, marcando mais um capítulo no processo contra o ex-ditador venezuelano, que está preso nos EUA desde janeiro.

Captura em Caracas

Nicolás Maduro foi capturado por militares norte-americanos em janeiro deste ano, durante uma invasão em Caracas, capital da Venezuela. A operação resultou na prisão do ex-ditador, que desde então está sob custódia dos Estados Unidos. Sua mulher, Cilia Flores, também foi detida e responde a acusações criminais no país.

Poucos dias após a prisão, ambos passaram por uma audiência inicial. Na ocasião, Maduro declarou ser um ‘prisioneiro de guerra’, segundo registros judiciais. Agora, o casal terá uma nova audiência judicial na quarta-feira (22), em um tribunal de Nova York.

Condições na prisão

Maduro está detido no Metropolitan Detention Center, uma penitenciária federal conhecida pelas condições extremas e por abrigar presos famosos. O ex-ditador está sozinho em uma cela e não tem acesso a jornais ou internet. Em março, uma fonte do governo venezuelano disse à agência AFP que Maduro tem passado o tempo lendo a Bíblia.

Apesar do isolamento, ele é chamado de ‘presidente’ nos corredores da prisão. Maduro tem autorização para usar o telefone para falar com familiares e advogados, com limite de 15 minutos por chamada.

Defesa e pedido de arquivamento

Para sua defesa, Maduro escolheu o advogado Barry Pollack, o mesmo que atuou no caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e ajudou a tirá-lo da prisão. Pollack já pediu que a Justiça dos EUA arquive o processo contra Maduro, alegando interferência do governo americano no pagamento dos honorários advocatícios. Para a defesa, a exigência viola direitos constitucionais do venezuelano.

O caso segue em andamento, com a próxima audiência marcada para esta quarta-feira. A proposta de julgamento para junho de 2027 ainda precisa ser analisada pela Justiça.

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