Júri define caso de execução em oficina de PG: um pega 15 anos e outro é absolvido

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O Tribunal do Júri de Ponta Grossa julgou, ontem (07) os dois acusados de envolvimento em um ataque a tiros registrado em fevereiro de 2024, em uma oficina mecânica da cidade, na região do Boa Vista. O crime deixou duas vítimas baleadas, sendo que uma delas morreu dias depois no hospital.

Ao final do julgamento, o réu Diego Antunes foi condenado a 15 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 7 meses de detenção e 18 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e fraude processual. O regime inicial fixado para cumprimento da pena é o fechado.

Já o outro acusado, Douglas Domingos Levandoski, foi absolvido pelo Conselho de Sentença e teve a expedição de alvará de soltura determinada pela Justiça.

Dinâmica do crime

Conforme a denúncia do Ministério Público, os dois acusados teriam atuado em conjunto com Bruno Henrique Castanho, apontado como o autor dos disparos.

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Segundo a investigação, enquanto Bruno realizou os tiros que atingiram as vítimas, Diego e Douglas teriam participado dando suporte à ação, conduzindo veículos utilizados para transporte e fuga após o crime. O ataque ocorreu de forma repentina, surpreendendo as vítimas no local de trabalho.

Após o atentado, ainda conforme os autos, os envolvidos tentaram dificultar as investigações, retirando itens do veículo utilizado para descaracterizá-lo.

Bruno Henrique Castanho morreu em confronto com a Polícia Militar horas após o crime.

Julgamento e decisões

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a participação de Diego Antunes, ainda que considerada de menor importância, resultando na condenação pelos três crimes.

Além da pena, a Justiça determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 70 mil à família da vítima fatal.

Já em relação a Douglas Domingos Levandoski, os jurados decidiram pela absolvição.

Defesa

O advogado Helian Kosloski, que atuou na defesa de Douglas, afirmou que a decisão reconheceu a inexistência de participação do cliente no crime.

“Ele foi absolvido não apenas por falta de provas, mas porque existem elementos que demonstram que não participou e sequer tinha conhecimento do homicídio praticado por terceiros”, destacou.

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Ainda segundo o advogado, o caso envolvia um executor — que morreu após confronto com a polícia — e outras pessoas que teriam sido apontadas como apoio na fuga, sendo que Douglas não teria relação com a ação criminosa.

Motivação

A motivação do crime não foi esclarecida durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

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