Líder do Governo diz que Prefeitura apoiará medidas caso CPI comprove irregularidades no CRAR
Segundo o parlamentar, o Departamento Jurídico da Prefeitura acompanha o caso e o Executivo dará o suporte necessário às medidas que forem apontadas após a conclusão das apurações

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura denúncias envolvendo o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR) e o contrato firmado com a Clinicão voltou a ser tema de debate durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Ponta Grossa desta quarta-feira (10). Na Tribuna, o vereador Pastor Ezequiel, líder do Governo, comentou os questionamentos direcionados ao Executivo desde o início dos trabalhos da Comissão.
Segundo o parlamentar, o Departamento Jurídico da Prefeitura acompanha o caso e o Executivo dará o suporte necessário às medidas que forem apontadas após a conclusão das apurações. Ezequiel afirmou ainda que, como vereador, apoiará os encaminhamentos da CPI caso sejam comprovadas irregularidades.
A Comissão foi criada após uma série de denúncias apresentadas por defensores da causa animal, que já cobravam esclarecimentos antes mesmo da abertura oficial dos trabalhos investigativos. Desde então, vereadores realizaram oitivas e diligências para apurar possíveis problemas relacionados ao atendimento e à execução do contrato.
Um dos integrantes da CPI, o vereador Geraldo Stocco, tem feito críticas à condução dos serviços e destacou os desdobramentos da investigação realizada pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar o caso. O procedimento foi concluído com indiciamentos relacionados aos fatos investigados, e o material foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Relatora da CPI, a vereadora Joce Canto afirmou que o avanço das investigações trouxe novos elementos para análise da Comissão. Já a presidente dos trabalhos, vereadora Teka, reforçou que a CPI ainda não foi encerrada e que novas oitivas devem acontecer, incluindo representantes, diretores e funcionários da Clinicão.
Durante a sessão, também foi mencionado o pedido formal protocolado pela empresa para participar das oitivas e apresentar esclarecimentos aos vereadores. A Clinicão afirma que ainda não teve oportunidade de apresentar sua versão dos fatos dentro da Comissão.
Confira a nota divulgada pela empresa na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
“Nesta quarta-feira, a Clinicão protocolou pedido formal junto à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Ponta Grossa para que seus representantes sejam finalmente ouvidos durante os trabalhos de apuração.
A medida tornou-se necessária porque, embora a Comissão já tenha realizado diversas oitivas, promovido debates públicos e elaborado relatório preliminar sobre os fatos investigados, os representantes da empresa responsável pela execução do contrato ainda não tiveram a oportunidade de apresentar formalmente sua versão dos fatos.
Causa estranheza que conclusões preliminares estejam sendo discutidas antes mesmo da oitiva daqueles que acompanham diretamente a operação, a execução contratual e os procedimentos que são objeto da própria investigação.
A Clinicão entende que qualquer apuração comprometida com a verdade dos fatos deve assegurar espaço para que a principal parte envolvida apresente documentos, informações técnicas e esclarecimentos antes da formação de juízos ou conclusões.
A instituição espera que a Comissão oportunize a manifestação de seus representantes, permitindo que os fatos sejam analisados de forma completa, equilibrada e com acesso a todas as informações relevantes para o caso.”
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