A manifestação Justiça por Orelha está marcada para domingo, dia 1º de fevereiro, às 15h, no estacionamento ao lado do CEA, no Lago de Olarias, em Ponta Grossa. A organização pede que os participantes compareçam de camiseta preta, simbolizando luto e união pela defesa dos animais. O ato também busca reforçar a importância da proteção aos cães comunitários, tema que ganhou força após o caso do cachorro Orelha.
A morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Santa Catarina, gerou comoção nacional no início de janeiro. O animal, conhecido pela comunidade local, foi atacado por quatro adolescentes no dia 4. Os ferimentos foram tão graves que, mesmo após ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, precisou ser submetido à eutanásia no dia 5.
Desde então, a Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso. Ao longo de janeiro, diversas testemunhas foram ouvidas e mais de 72 horas de imagens de câmeras públicas e privadas foram analisadas. Em 26 de janeiro, uma operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e também contra familiares que, segundo a polícia, teriam tentado coagir testemunhas.
Até o momento, ninguém foi preso. No entanto, a Polícia Civil indiciou familiares dos adolescentes pelo crime de coação. Dois dos jovens envolvidos estão nos Estados Unidos, em viagem programada anteriormente. A investigação também apura relatos de outro ataque praticado pelos mesmos adolescentes contra um cachorro conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar.
O caso reacendeu a discussão sobre a proteção dos “cães comunitários”, animais que vivem integrados ao bairro e são cuidados por moradores e comerciantes. Após a repercussão do caso Orelha, Santa Catarina aprovou a Lei nº 19.726, que reconhece e estabelece políticas públicas para cães e gatos comunitários, reforçando a responsabilidade compartilhada entre sociedade e poder público.
A manifestação em Ponta Grossa pretende unir moradores, entidades de defesa animal e protetores independentes para pedir celeridade nas investigações e defender políticas mais efetivas de proteção aos animais. Para os organizadores, o ato não é apenas por Orelha, mas por todos os animais vítimas de maus-tratos.

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