O ministro André Mendonça assume caso Master STF, após sorteio realizado no Supremo Tribunal Federal (STF), marcando o início de uma nova fase nas investigações que envolvem o Banco Master e sua suposta rede de influências que atingiu empresários e políticos ligados ao grupo.
Mendonça substitui o ex-relator, ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria em meio a questionamentos públicos sobre sua condução do processo e divergências internas na Corte. A transição abre espaço para uma revisão de decisões anteriores, como o rigor do sigilo e a interlocução com órgãos como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Especialistas em Direito Constitucional afirmam que a forma como Mendonça conduzirá o caso poderá influenciar a percepção pública sobre a independência do Judiciário e a eficácia da investigação. Para alguns advogados, apesar de ainda haver lacunas de informações, é possível que as próximas etapas tragam maior transparência ao processo — desde que preservados princípios como a presunção de inocência.
Nos bastidores políticos, a mudança também ganhou dimensão no Congresso. Parlamentares da oposição, como o senador Eduardo Girão (CE), afirmaram que pretendem avançar com pedidos de impeachment contra Toffoli após o carnaval, alegando necessidade de aprofundar as investigações e ampliar o escrutínio institucional.
A bancada do Partido Novo no Senado defende ainda a instalação de uma CPI ou CPMI para acompanhar o caso Master, com a justificativa de fortalecer mecanismos de fiscalização sobre o Judiciário e evitar que especulações sem base jurídica contaminem o debate público.
A expectativa no STF é que Mendonça adote postura técnica e menos exposta, seguindo seu histórico de discrição. A forma como ele irá lidar com decisões como o sigilo imposto ao processo e possíveis medidas cautelares será acompanhada de perto por juristas e políticos, especialmente em um ano eleitoral marcado por forte debate sobre ética e governança no setor público


















