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“Minha fé é maior que o medo”: paciente com câncer em Ponta Grossa inspira ao compartilhar rotina de superação

Paciente oncológico de Ponta Grossa mostra história de superação, fé e apoio que inspira pacientes.

“Minha fé é maior que o medo”: paciente com câncer em Ponta Grossa inspira ao compartilhar rotina de superação
Imagem: Reprodução redes sociais
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O enfrentamento do câncer em Ponta Grossa tem revelado histórias que vão além dos consultórios e tratamentos. Entre elas está a de João Fabrício de Mattos, de 55 anos, que transformou um momento delicado em uma trajetória de aprendizado e superação.

Antes do diagnóstico, a rotina era ativa, marcada por trabalho e atividades físicas. A descoberta da doença trouxe impactos imediatos, com incertezas e mudanças bruscas no cotidiano — uma realidade comum entre pacientes oncológicos.

Apesar disso, João adotou uma postura que tem feito diferença durante o tratamento.

“Não me vejo como doente. É algo que surgiu e que está sendo tratado”, afirma.

Desafios do tratamento contra o câncer e a Fé, mudança de perspectiva e força interior

A rotina de quem enfrenta o câncer em Ponta Grossa envolve sessões de quimioterapia, exames frequentes e desgaste emocional. João relata que o início foi o momento mais difícil.

“Tem dias mais complicados, principalmente no começo, quando o psicológico pesa mais”, conta.

Esse cenário reforça a importância do suporte emocional durante o tratamento — um fator cada vez mais reconhecido por especialistas. Ao longo do processo, João passou por uma transformação interna. Questionamentos iniciais deram lugar a uma nova forma de enxergar a vida.

Hoje, ele destaca aprendizados como paciência, valorização do presente e fortalecimento da fé.

“Minha fé é maior que o medo e minha vontade de viver é maior que qualquer diagnóstico”, resume.

Compartilhar para acolher outros pacientes

Utilizando sua experiência com escrita e vídeo, João passou a compartilhar sua rotina nas redes sociais. A iniciativa rapidamente se transformou em uma rede de apoio.

“Se alguém se identifica, já ajuda. Compartilhar também é uma forma de cuidar”, destaca.

Esse movimento mostra como histórias reais fortalecem a conexão entre pacientes e ajudam a enfrentar o câncer em Ponta Grossa de forma mais humana.

Além da história pessoal, o caso reflete a importância da estrutura regional. Ponta Grossa se consolida como polo no tratamento oncológico dos Campos Gerais. A Santa Casa acompanha mais de mil pacientes em tratamento, enquanto instituições como a Rede Feminina de Combate ao Câncer oferecem suporte complementar, ampliando o cuidado além da medicina.

Diagnóstico precoce e conscientização

João também reforça um alerta importante: a atenção aos sinais do corpo.

“O câncer pode ser silencioso. Qualquer mudança precisa ser investigada”, orienta.

A conscientização e o diagnóstico precoce continuam sendo fundamentais para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Leia mais: Quinta-feira será de sol e possibilidade para pancadas de chuva em Ponta Grossa e região

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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