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Política

Motta nega acordo para pautar projetos da oposição: “inegociável”

A declaração ocorreu após a sessão tumultuada da noite de quarta-feira (06), quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam a Mesa Diretora do plenário.

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Lula Marques/Agência Brasil
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (7) que a presidência da Casa é “inegociável” e que não discutirá suas atribuições com nenhum grupo político. A declaração ocorreu após a sessão tumultuada da noite anterior, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam a Mesa Diretora do plenário.

Em fala aos jornalistas na entrada da Câmara, Motta reforçou que não há tratativas em curso sobre pautas específicas. “A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. As matérias que estão sendo veiculadas sobre supostas negociações para a retomada dos trabalhos não têm relação com nenhuma pauta específica”, afirmou.

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Nos bastidores, lideranças de partidos de centro teriam articulado um acordo para desobstruir os trabalhos legislativos. A proposta inclui, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão, a pauta de uma possível anistia “geral e irrestrita”, uma das principais reivindicações da oposição.

O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também participou das negociações para a normalização das atividades. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), esteve no gabinete de Lira logo após Hugo Motta sinalizar que poderia suspender parlamentares que continuassem em rebelião no plenário.

Motta destacou a importância da atuação de Lira no processo. “É natural que todos possam colaborar em momentos como aquele que nós vivemos nos últimos dias. Foi uma tensão que, acredito eu, a Casa não viveu na sua história recente. Então é natural que todos possam se juntar e sempre buscando, através do diálogo, resolver”, concluiu.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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