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Política

Movimento contra licitação da merenda avança em Ponta Grossa

Movimentos sociais e sindicatos assinam carta contra a licitação da merenda escolar em Ponta Grossa. Documento é articulado pelo vereador Guilherme Mazer.

Vereador Mazer denuncia kits pedagógicos de R$ 872 por unidade em PG e aponta indícios de superfaturamento de R$ 8 milhões.
Divulgação
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O movimento contra a licitação da merenda escolar avançou em Ponta Grossa com a divulgação de uma “Carta Aberta Contra a Terceirização da Merenda Escolar”, documento articulado pelo vereador Guilherme Mazer (PT) e assinado por entidades sindicais, movimentos sociais, organizações da agricultura familiar, conselhos de segurança alimentar e setores acadêmicos.

A carta foi elaborada em reação à proposta de licitação da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa para o serviço de alimentação escolar na rede pública municipal.

O texto expressa posicionamento contrário à terceirização e alerta para os riscos de precarização das condições de trabalho, perda de qualidade na alimentação das crianças e retrocesso nas políticas públicas de incentivo à alimentação saudável e à agricultura familiar.

Segundo o documento, a medida representaria “a perda do controle do serviço pelo poder público” e “a precarização das condições de trabalho”, além de contrariar as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determina que pelo menos 45% dos alimentos sejam adquiridos da agricultura familiar.

De acordo com o vereador Guilherme Mazer, o objetivo da carta é fortalecer o posicionamento político contrário à privatização da merenda e estimular o debate público sobre o tema. “A carta simboliza a força política que possui o posicionamento contrário ao processo de privatização da merenda”, afirmou Mazer.

“Nem mesmo os vereadores que apoiam a prefeita, na Câmara Municipal, têm coragem de defender essa privatização, silenciando diante de todos os argumentos contrários colocados”, acrescentou.

O documento segue aberto para novas assinaturas, que podem ser realizadas por meio do link oficial disponível aqui.

Entre as mais de 20 instituições signatárias estão sindicatos, cooperativas, movimentos sociais e universidades.
Assinam o documento:

  • SINDUEPG – Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa

  • SINDSERV – Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa

  • APP Sindicato – Núcleo Ponta Grossa

  • Conselho de Alimentação Escolar de Ponta Grossa (CAE)

  • Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA-PG)

  • Associações da Agricultura Familiar e Cooperativas da Região dos Campos Gerais

  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

  • Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

  • Marcha Mundial das Mulheres

  • Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV)

  • Terra de Direitos

  • Instituto Guardiões da Natureza, entre outros.

A carta deve ser encaminhada à Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e à Câmara de Vereadores, como manifesto público em defesa da manutenção da gestão pública da alimentação escolar.

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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