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Mulher revelou em hospital que enterrou feto em PG e foi autuada por ocultação de cadáver

A Polícia Civil confirmou que a mulher investigada não foi autuada por aborto, mas sim por ocultação de cadáver; laudos periciais ainda devem esclarecer detalhes da gestação e do caso do feto

Delegado detalha caso de feto sepultado em terreno de Ponta Grossa; veja
Reprodução
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A Polícia Civil de Ponta Grossa divulgou novos detalhes em entrevista exclusiva com o BnT Online sobre o caso da mulher que procurou atendimento médico após relatar um aborto espontâneo e confessar que enterrou o feto no quintal de sua residência.

Conforme explicou o delegado Wesley Vinícius, responsável pelo caso, a investigação segue em andamento e aguarda a conclusão de laudos periciais e análise de prontuários médicos para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

Segundo o delegado, a situação chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio da assistência social e de equipes do hospital onde a mulher recebeu atendimento. “Recebemos o acionamento pela assistência social e também por equipes do hospital informando que uma mulher havia relatado ter sofrido um aborto espontâneo no sábado e que, após o fato, enterrou o feto nos fundos da residência”, explicou.

Após a comunicação, policiais civis e a equipe da Polícia Científica foram até o imóvel, onde realizaram a perícia. Durante os trabalhos, o feto foi localizado enterrado no terreno da casa.

Com base nas informações reunidas até o momento, a mulher foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Como a infração permite arbitramento de fiança pela autoridade policial, ela efetuou o pagamento e foi liberada para responder ao processo em liberdade.

Laudos vão definir tempo da gestação

Uma das principais dúvidas levantadas após a divulgação do caso diz respeito ao estágio da gestação. O delegado afirmou que a Polícia Civil ainda aguarda os resultados oficiais da perícia e dos documentos médicos, mas adiantou que, pelas primeiras avaliações realizadas durante a investigação, o feto apresentava desenvolvimento compatível com uma gestação superior a 20 semanas.

Durante o interrogatório, a mulher declarou que não sabia que estava grávida. Pessoas próximas também relataram à polícia que desconheciam qualquer gestação.

Investigação aponta aborto espontaneo

O delegado reforçou que, até o momento, não existem elementos que indiquem a prática de aborto provocado. “Ela não respondeu pela prática do crime de aborto provocado. A princípio, o aborto ocorreu de forma espontânea. O crime investigado é a ocultação de cadáver, por não ter sido dado o procedimento adequado para o sepultamento do feto após o ocorrido”, afirmou ela.

A Polícia Civil informou que a investigação prossegue para confirmar todas as circunstâncias do caso e esclarecer definitivamente o tempo de gestação e demais aspectos técnicos apontados pelos exames periciais. Até a conclusão dos laudos, a hipótese considerada pela autoridade policial permanece a de aborto espontâneo seguido da ocultação do corpo do feto.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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