No Paraná, Institutos de pesquisas eleitorais viram alvos de embates, por Gleidson Carlos
Pesquisas eleitorais no Paraná movimentam bastidores da política e geram debates sobre contratos, estratégias e influência dos números.

No Paraná, as pesquisas eleitorais começam a revelar mais do que intenções de voto: expõem estratégias políticas já conhecidas nos bastidores. O instituto responsável pelo levantamento divulgado nesta semana, que colocou Sandro Alex à frente de Rafael Greca e próximo de Sérgio Moro, mantém contratos com o Governo do Estado que somam mais de meio milhão de reais. No mesmo cenário, Requião Filho aparece na segunda colocação.
Do outro lado da disputa, o grupo de Moro também recorreu às pesquisas. Um levantamento encomendado pelo PL ao instituto Paraná Pesquisas acabou gerando questionamentos de adversários, que levantaram dúvidas sobre a metodologia e a imparcialidade dos números apresentados.
Em ano eleitoral, as pesquisas deixam de ser apenas instrumentos de medição e passam a integrar a própria disputa política. Mais do que retratar a corrida, tornam-se peças de comunicação utilizadas para fortalecer narrativas, impulsionar candidaturas e influenciar o debate público. Afinal, na política, a guerra dos números costuma começar muito antes da guerra dos votos.
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