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O agente ocupacional calor: riscos, regulamentação e controle

O calor ocupacional é um agente físico presente em diversos ambientes de trabalho, podendo representar riscos significativos à saúde e segurança dos trabalhadores. A exposição excessiva ao calor pode levar a distúrbios fisiológicos, como exaustão térmica, insolação e até mesmo óbito em casos extremos. Este artigo visa discutir os riscos associados ao calor ocupacional, a […]

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O calor ocupacional é um agente físico presente em diversos ambientes de trabalho, podendo representar riscos significativos à saúde e segurança dos trabalhadores. A exposição excessiva ao calor pode levar a distúrbios fisiológicos, como exaustão térmica, insolação e até mesmo óbito em casos extremos. Este artigo visa discutir os riscos associados ao calor ocupacional, a regulamentação vigente e as principais medidas de controle para a mitigação dos efeitos adversos.

O Que é o Agente Ocupacional Calor?

O calor ocupacional é definido como a exposição excessiva ao calor resultante de fontes naturais (ambiente externo) ou artificiais (máquinas, processos industriais, etc.). A intensidade do calor no ambiente de trabalho pode ser influenciada por fatores como temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do ar e radiação térmica.

Efeitos do Calor no Organismo

A exposição prolongada ao calor pode gerar diversas reações no organismo, tais como:

Desidratação: Perda excessiva de líquidos e eletrólitos.

Câimbras térmicas: Contrações musculares dolorosas devido à perda de sal.

Exaustão térmica: Fraqueza, tontura, sudorese intensa e desorientação.

Golpe de calor: Condição grave caracterizada pelo aumento da temperatura corporal, podendo levar à falência de órgãos.

Normas Regulamentadoras Relacionadas

No Brasil, a principal regulamentação referente à exposição ao calor é a NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), que estabelece os limites de tolerância para exposição ao calor ocupacional por meio do cálculo do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG). Além disso, a NR-9 (Programa de Prevenção de Riscos) exige a identificação e controle dos riscos térmicos.

Medidas de Controle

Para minimizar os efeitos do calor no ambiente de trabalho, algumas medidas de controle são recomendadas:

Controle do ambiente: Uso de ventilação, climatização e isolamento térmico de fontes de calor.

Gestão do tempo de exposição: Pausas programadas em locais frescos para recuperação térmica.

Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Roupas leves e adequadas, chapéus e óculos de proteção.

Hidratação e alimentação: Disponibilização de água potável e incentivo ao consumo regular de líquidos.

Treinamento e conscientização: Educação dos trabalhadores sobre os riscos do calor e as medidas preventivas.

A exposição ao calor ocupacional pode trazer impactos significativos à saúde dos trabalhadores, tornando essencial a adoção de medidas preventivas para minimizar os riscos. A conformidade com as normas regulamentadoras, associada a estratégias de controle adequadas, é fundamental para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. Empresas e trabalhadores devem atuar conjuntamente para promover condições adequadas e evitar os efeitos adversos da exposição ao calor.

Rafael Mansani e José Leal
Autoria
Rafael Mansani e José Leal
Rafael Mansani - Engenheiro Civil e de Segurança do trabalho, pós graduado em Gestão Pública, Mestrando em Eng. De Produção. Diretor Executivo do IPLAN-PMPG. José Leal - Engenheiro civil; Engenheiro de Segurança do Trabalho; Pós-Graduado em: Eng. Sanitária e Ambiental; MBA de Gestão de Eng. de Segurança do Trabalho; Ergonomia; Administração Aplicada à Segurança do Trabalho.
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