O chato, por Renata Regis Florisbelo
Oba, a coluna deste domingo da Renata Regis Florisbelo está no ar! O tema desta semana é “O Chato”. Assista a interpretação da autora

Foi naquele sinaleiro próximo ao hospital que a ideia veio à mente. Não consigo deixar de dirigir o pensamento e a reflexão, mesmo tendo certeza do desperdício. Teria sido melhor não pensar. Será? Sim. Pensamentos a um chato convicto são desperdiçados, posto que a criatura faz da chatice uma bandeira de vida. A marca da identidade é ser alguém que sempre critica e que de nada gosta. Se lhe questionarem de tudo reclamará, a justificar que alguém precisa criticar e condenar tudo e todos pela totalidade das falhas cometidas. Chato que é chato coloca-se na perfeição de tudo enquanto o resto de planeta é irresponsável eincompetente. E assim fiquei no vácuo do vão daquela esquina enquanto pensava sobre os chatos convictos. Convicção anda na contramão da leveza e da boa disposição. Não pensarei mais, quem quiser que vá ser chato o quanto lhe apraz o gosto e a razão. Caso contrário, serei mais chata do que o chato em sua fundamentação.
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Autoria: Renata Regis Florisbelo
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