A Operação Muralha de Vidro Tuke foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (10) em Ponta Grossa e outras cidades do Paraná, com foco no combate ao tráfico de drogas de alto valor agregado. A ação foi realizada de forma integrada por forças de segurança estaduais, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário.
Além de Ponta Grossa, os mandados foram cumpridos simultaneamente em Maringá, Londrina e Curitiba. O objetivo da operação foi desarticular uma organização criminosa que utilizava plataformas digitais e redes sociais para comercializar drogas conhecidas como “drogas de luxo”.
De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes. Havia responsáveis pela gestão das plataformas digitais, logística de transporte e controle financeiro, evidenciando um esquema sofisticado de atuação.
As substâncias comercializadas apresentavam elevado teor de THC (tetrahidrocanabinol), o que potencializa os efeitos psicoativos. Esse tipo de droga era direcionado, principalmente, a consumidores com maior poder aquisitivo.
A análise financeira apontou movimentação superior a R$ 4 milhões nas contas vinculadas ao grupo, indicando o alto nível de organização e lucratividade da atividade criminosa.
Resultados da operação
Durante o cumprimento dos mandados, a Operação Muralha de Vidro Tuke resultou na execução de diversas medidas e apreensões:
- 8 mandados de busca e apreensão cumpridos;
- 6 mandados de prisão cumpridos;
- R$ 4.380,00 em dinheiro em espécie;
- 10 aparelhos celulares apreendidos;
Drogas apreendidas:
- 22 gramas de maconha;
- 90 gramas de haxixe;
- 9,5 gramas de “murruga”;
- 50 gramas de “dry”;
- 289 gramas de “ice”;
- 7 caixas de “slick”;
Outros materiais:
- 72 piteiras;
- 3 máquinas de cartão;
- 2 balanças de precisão;
- Embalagens tipo zip-lock utilizadas para acondicionamento de entorpecentes;
- 2 motocicletas;
- 1 caminhonete.
Segundo as autoridades, os materiais apreendidos reforçam o caráter estruturado da organização criminosa, que utilizava métodos modernos para comercialização e distribuição dos produtos.
Investigação e atuação integrada
De acordo com informações apresentadas durante coletiva de imprensa, a investigação teve início em 2024 e passou por diversas fases. O grupo investigado utilizava redes sociais e plataformas digitais para negociação, com pagamentos realizados de forma virtual e entregas feitas por serviços logísticos, incluindo aplicativos e encomendas.
As autoridades destacaram que esse modelo de atuação se aproxima de crimes de colarinho branco, com organização financeira, uso de tecnologia e ausência de contato direto com usuários.
A integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário foi apontada como fundamental para o sucesso da Operação Muralha de Vidro Tuke, permitindo o cruzamento de informações e o cumprimento simultâneo dos mandados em diferentes cidades.
A ação reforça o trabalho baseado em inteligência e cooperação institucional no combate ao crime organizado, especialmente em sua forma mais sofisticada e estruturada.
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