Ponta Grossa terá orçamento recorde acima de R$ 2 bilhões em 2026

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Vinicius Sampaio
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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O município de Ponta Grossa apresentou, nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026. Pela primeira vez na história, o orçamento municipal ultrapassa a marca de R$ 2 bilhões. A proposta foi exposta em audiência na Câmara Municipal e contou com a participação dos vereadores Geraldo Stocco (PV), Guilherme Mazer (PT) e Teka dos Animais (União), além da presidente da Fundação Municipal da Saúde, Liliam Brandalise. 

O orçamento foi elaborado com base nas prioridades apontadas pela população durante a consulta do Plano Plurianual (PPA), sendo elas Saúde, Segurança Pública, Educação, Esporte e Lazer, e Pavimentação/Asfalto, respectivamente. Ao todo, o Município terá receita líquida de R$ 2.052.687.813,63. 

Em entrevista ao Portal BnT Online, o secretário da Fazenda, Claudio Grokoviski, comentou que o valor recorde reflete tanto ajustes internos quanto a atração de investimentos. “É um orçamento que eu entendo não ser o ideal para uma cidade do tamanho de Ponta Grossa, mas há de se comemorar um orçamento acima de 2 bi pela primeira vez na história”, afirmou.

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Ele destacou que a elaboração foi feita com base nas prioridades apontadas pela população no Plano Plurianual. “Tentamos colocar no orçamento aquilo que realmente a população indicou como prioridade: educação, saúde e segurança pública e as demais secretarias e ações de governo para 2026.”

Conforme o projeto de lei orçamentária anual, já protocolado na Câmara Municipal, o Município deve investir R$ 1,2 bilhão nas áreas prioritárias. A maior parte dos recursos está prevista para a Educação. Veja abaixo. 

  • Educação: R$ 549 milhões
  • Saúde: R$ 405,8 milhões 
  • Pavimentação: R$ 199,5 milhões
  • Segurança Pública: R$ 92,7 milhões 
  • Esporte e Lazer: R$ 24,5 milhões
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Foto Vinicius Sampaio

Crescimento da receita

Durante a entrevista, o secretário lembrou algumas medidas adotadas pelo Município ao longo da gestão para o aumento da receita para 2026. Uma delas é um reajuste fiscal, apresentado no mês de julho. 

“A prefeita teve a coragem de fazer uma grande reforma administrativa no município de Ponta Grossa, cortando aqueles braços deficitários de algumas entidades que já estavam com déficit há anos. Teve a coragem de mandar alguns ajustes fiscais para a Câmara Municipal, como fez este ano, onde mandou um grande plano de ajustes fiscais que corrigiu, por exemplo, o IPTU de terrenos que há mais de 40, 45 anos não tinham correções.”

Ele também destacou investimentos na fiscalização dos impostos, como o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e o impacto da chegada de novas empresas, que fomenta a circulação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

Durante a audiência, Grokoviski foi responsável pela apresentação dos resultados fiscais do último quadrimestre da administração pública. Ao Portal BnT, ele diz que o Município está em equilíbrio.  “Município que tem um compromisso com equilíbrio fiscal e assim mantém esse equilíbrio, fornecedores em dia, certidões em dia, parcelamentos em dia. Hoje, o município pagou a folha de pagamento do mês de setembro, mais de R$ 35 milhões entre quase 10 mil servidores e estagiários. Então, é um município que se encontra equilibrado.”

Perspectivas

Ao falar sobre os próximos anos, o secretário destacou a expectativa de maior participação do Estado e da União no repasse de recursos e projeta receitas ainda maiores nos próximos anos. 

“Nós entendemos que tanto o Estado como a União continuem ajudando Ponta Grossa. Mas a partir de agora, de uma forma mais robusta, como está acontecendo para 2026, o município certamente vai ter um orçamento maior. Hoje, Ponta Grossa devolve ao Estado do Paraná, a nível de ICMS, muito mais do que o Estado devolve ao município. Entendemos que, com nossa representatividade federal e estadual, o município tenha mais receita.”

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