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Pacientes das UPAs de PG deverão ser transferidos para hospitais em até 48 horas

Segundo o MPPR, o objetivo do acordo é garantir atendimento mais rápido aos usuários do SUS e diminuir o tempo de permanência de pacientes nas UPAs enquanto aguardam internação

Pacientes das UPAs de PG deverão ser transferidos para hospitais em até 48 horas
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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, firmou um acordo com o Governo do Estado para melhorar o processo de transferência de pacientes que aguardam internação hospitalar nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.

A medida foi homologada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) na última sexta-feira (19) e estabelece que pacientes com indicação médica de internação deverão ser encaminhados para um leito hospitalar adequado em até 48 horas após a inclusão na Central Estadual de Regulação de Leitos.

A regra vale para casos devidamente cadastrados no sistema de regulação e tem como objetivo reduzir o período em que pacientes permanecem nas UPAs aguardando uma vaga em hospitais.

Acordo após ação do Minitério Público

A definição do prazo ocorreu após uma ação civil pública ajuizada pelo MPPR em 2022. A Promotoria identificou casos recorrentes de pacientes que ficavam por períodos prolongados nas unidades de pronto atendimento enquanto aguardavam transferência para internação.

A ação teve decisão favorável ao Ministério Público. Em sentença proferida em 2025, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa determinou que o Estado garantisse internação e tratamento em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), sejam próprios ou conveniados.

A decisão também previa que, caso não houvesse disponibilidade na rede pública, o atendimento poderia ocorrer em hospitais privados, com custeio pelo poder público.

Medidas para agilizar transferências

Para cumprir o prazo estabelecido, o acordo prevê melhorias no processo de regulação de vagas, ampliação da comunicação entre as UPAs, a Central de Regulação e os hospitais, além da busca ativa por leitos disponíveis.

Quando necessário, também poderá ocorrer contratação de vagas na rede privada para garantir o atendimento dos pacientes.

Os casos considerados mais graves terão prioridade conforme avaliação médica, mas sem retirar a obrigação de cumprir o limite máximo definido para todos os pacientes enquadrados nos critérios.

Inicialmente, o Ministério Público buscava que as transferências fossem realizadas em até 24 horas. No entanto, após estudos técnicos apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde, foi definido o prazo de 48 horas, considerado adequado para avaliação da evolução clínica dos pacientes e alinhado às orientações do Comitê Executivo da Saúde do Conselho Nacional de Justiça no Paraná.

Segundo o MPPR, o objetivo do acordo é garantir atendimento mais rápido aos usuários do SUS e diminuir o tempo de permanência de pacientes nas UPAs enquanto aguardam internação. (Com  assessoria)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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