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Turismo

Pão no Bafo de Palmeira recebe Indicação Geográfica e valoriza tradição dos Campos Gerais

Pão no Bafo de Palmeira recebe Indicação Geográfica do INPI e fortalece tradição, turismo e gastronomia dos Campos Gerais.

pão no bafo
Foto: reprodução
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Receita trazida por imigrantes russo-alemães há quase 150 anos foi reconhecida pelo INPI e se torna a 27ª Indicação Geográfica do Paraná

 

Uma tradição gastronômica que atravessa gerações acaba de ganhar reconhecimento nacional. O tradicional Pão no Bafo de Palmeira, nos Campos Gerais, recebeu nesta terça-feira (16) o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

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Com a conquista, o prato típico passa a ter sua história, origem e modo de preparo valorizados oficialmente, fortalecendo produtores locais, impulsionando o turismo gastronômico e ampliando a divulgação da cultura regional.

TRADIÇÃO DE QUASE 150 ANOS

O Pão no Bafo chegou à região de Palmeira em 1878, trazido por imigrantes russo-alemães que se estabeleceram em comunidades como Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.

Preparado tradicionalmente com carne suína, repolho — azedo ou não — e pequenos pães cozidos no vapor, o prato se tornou uma referência da culinária local e foi declarado Patrimônio Imaterial de Palmeira em 2015.

A obtenção da Indicação Geográfica é resultado de um trabalho conjunto entre produtores, Sebrae/PR, Prefeitura de Palmeira, Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e comunidade. O processo também contou com a criação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo), responsável por preservar e promover o uso da certificação.

Segundo a presidente da Apafo, Rosane Radecki, o reconhecimento protege a tradição e aumenta a visibilidade do produto.

“A IG vem para reconhecer e assegurar a proteção da marca do Pão no Bafo de Palmeira, com regras para quem pode utilizá-la, além de valorizar o aspecto histórico e turístico. Os clientes são atraídos por produtos com Indicação Geográfica e isso vai trazer mais visibilidade para a cidade”, destaca.

TURISMO E ECONOMIA LOCAL

Para o Sebrae/PR, a certificação representa mais do que o reconhecimento de uma receita: ela reforça a ligação entre produto, território e identidade cultural.

A consultora Nádia Joboji explica que a conquista fortalece os empreendedores locais e transforma tradição em novas oportunidades.

“A Indicação Geográfica reconhece uma história construída por muitas gerações, valorizando o saber fazer local e transmitindo confiança ao consumidor. Essa conquista impulsiona o turismo, movimenta a economia e amplia a visibilidade do município”, afirma.

O prato também integra o livro Sabores dos Campos Gerais, da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), além de estar presente em eventos gastronômicos regionais promovidos por entidades como Adetur Campos Gerais, Abrasel, Sesc e Senac.

Empresários do setor gastronômico também comemoram o reconhecimento. Priscila Junqueira Sawatzky, proprietária de um restaurante típico alemão na Colônia Witmarsum, avalia que a IG ajuda a preservar a história e manter o padrão da receita.

“A conquista da IG também é um controle de qualidade. É a garantia de que a receita original e a tradição no preparo serão mantidas”, ressalta.

PARANÁ CHEGA A 27 INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS

Com o reconhecimento do Pão no Bafo de Palmeira, o Paraná alcança a marca de 27 produtos certificados com Indicação Geográfica.

O selo destaca produtos que possuem características ligadas ao território, história e tradição, fortalecendo pequenos negócios e incentivando o desenvolvimento regional.

Entre os produtos paranaenses já reconhecidos estão as tortas de Carambeí, queijos coloniais de Witmarsum, mel de Ortigueira, barreado do Litoral, bala de banana de Antonina, erva-mate São Matheus, cafés especiais do Norte Pioneiro, goiaba de Carlópolis, entre outros.

Para o diretor-geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Bruno Krevoruczka, o reconhecimento valoriza a identidade do Paraná.

“O selo de Indicação de Procedência agrega valor, estimula o turismo e a gastronomia local e abre novas oportunidades de renda para as famílias da região”, destaca.

Das assessorias

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Luísa de Andrade
Autoria
Luísa de Andrade
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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