Parlamentares do PL enfrentam julgamento no STF por suspeita de corrupção
Além da sessão desta manhã, o STF reservou mais dois encontros para analisar o processo: um ainda nesta terça-feira à tarde e outro na manhã de quarta-feira

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (10) o julgamento de dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) acusados de corrupção passiva e organização criminosa. A sessão está prevista para começar às 9h.
O colegiado analisará a ação penal que tem como réus os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os parlamentares teriam cobrado propina para liberar recursos de emendas parlamentares. Além deles, outras cinco pessoas ligadas aos políticos também respondem ao processo e serão julgadas.
De acordo com a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os investigados teriam solicitado vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.
O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também integram a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Além da sessão desta manhã, o STF reservou mais dois encontros para analisar o processo: um ainda nesta terça-feira à tarde e outro na manhã de quarta-feira (11).
Defesas
Durante a tramitação do processo, a defesa de Josimar Maranhãozinho afirmou ao Supremo que as acusações apresentadas pela PGR são “frágeis e desfundamentadas”.
Os advogados de Bosco Costa pediram a rejeição da denúncia por falta de provas. Segundo a defesa, a acusação se baseia em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas” pelo suplente.
Já a defesa de Pastor Gil questionou a legalidade das provas obtidas durante a investigação. Os advogados argumentam que o caso deveria ter começado diretamente no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão, e afirmam que a denúncia se apoia em “hipóteses e conjecturas”. (As informações são da Agência Brasil)
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